Fome, miséria e música sertaneja
Graças aos ataques gratuitos de Zé Neto à Anita que veio à tona a farra feita, com o dinheiro público, por algumas prefeituras
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Várias cidades brasileiras, a exemplo das cidades localizadas no interior do estado do Amazonas, sofrem com a ausência do mínimo necessário para uma vida decente: saneamento básico, distribuição de água encanada e de qualidade, creches, áreas de lazer e de atividades culturais, programas municipais voltados para acabar com a fome e a miséria, etc.
Há vários outros problemas existentes em diversas cidades brasileiras e em todas as regiões do país. Entretanto, graças aos ataques gratuitos de Zé Neto à Anita, que veio à tona a farra feita, com o dinheiro público, por algumas prefeituras. Dinheiro que deveria ser investido na educação, na saúde, no esporte, no lazer e em programas sociais e que acabou sendo drenado para enriquecer ainda mais os cantores sertanejos. Dinheiro altíssimo para pagar cachês milionários. Que absurdo!
Interessante que o sertanejo que atacou a Anita, a acusou de “abocanhar dinheiro público” via Lei Rouanet. A cantora, de sucesso internacional, não usou do financiamento da referida Lei. Tratava-se de uma grande fake news! Porém, o que não é fake news é o pagamento de cachês milionários, dinheiro público, aos sertanejos. Na realidade, Zé Neto “fez” um “grande favor” aos brasileiros, pois suas investidas acabaram explicitando toda essa situação.
Como explicar a drenagem de dinheiro público que em vez de ser utilizado para minimizar as dificuldades da população e minorar a fome e a miséria, por exemplo, enriquece ainda mais os já milionários sertanejos. Não há justificativa plausível para isso. O Ministério Público tem o dever de investigar, como já está fazendo em algumas cidades, toda essa engrenagem de pagamento de shows milionários pelas prefeituras.
Caso contrário, as cidades continuarão padecendo, ao som das músicas sertanejas.
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