FHC, sempre uma má ideia!

A crise política alterou a subjetividade da oposição e, consequentemente, seu ethos, e tornou a bancada demotucana, como que em ligeiro passe de mágicas, o "prumo ético, moral e referencial" das condutas políticas do país



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De repente se tornou um viral a informação de que o ex-presidente Lula (PT) estava tentando se aproximar do também ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) para uma espécie de conciliação política. Seria digamos um ensaio político e que, de alguma maneira, poderia sinalizar uma trégua entre Governo e oposição.

A ideia, proposta inclusive por referências como o Senador Cristovam Buarque (PDT) e o jornalista Ricardo Kotscho, seria a de que um diálogo franco e cortês entre o principal líder petista com o mentor do PSDB pudesse acalmar os já bastante exaltados ânimos dos agentes da cena política nacional e aplacar, por conseguinte, a crise política que envolve e constrange o Governo Federal.

Engano escancarado! Nada, além disso! A ideia não tem cabimento, sentido ou futuro. Fernando Henrique Cardoso, o vaidoso ex-presidente dos tucanos foi a maior fraude eleitoral do Brasil democratizado e, a bem da verdade, confesso que me é particularmente cansativo falar dos oito anos de suplício do seu governo.

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Evidentemente seus eleitores irão me anunciar ou denunciar de ser oposição e isto e aquilo... Na verdade é uma ladainha que puxa outra ladainha e ficamos, todos nós, enfiados em uma espécie de "guerra de tirinhas". Eu digo que FHC privatizou o Brasil, gerou desemprego e mais um tanto de coisas ruins para a economia e para a sociedade brasileira e; seus admiradores irão dizer: "Não, ele lançou o Plano Real e que, inclusive, o Lula manteve!" e farpas irão e virão em um vai-e-vem enfadonho e antipático.

Mas, de fato, interessa ao Brasil um ambiente de maior tranquilidade. Um cenário de maior proposição e produção teórico-legislativa a fim de ajustar o país às exigências sociais e que, como se bem sabe, não são poucas; às determinações de uma economia que precisa se modernizar; aos imperativos do trabalho que na mesma medida em que precisa ser aperfeiçoado, carece de reconhecimento, proteção e resguardo.

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Então, as possibilidades de um diálogo como esse faria muito bem para os partidos e para a atual torrente política e que está deixando o país em um transe somente visto no pré-cenário do golpeamento de 1964.

No entanto, é preciso considerar que a diminuição da fervura política para fogo brando não vai acontecer porque a oposição que aí está se encontra em um clímax político de tal ordem que, tão somente, não cabe em si. Ela, a oposição, se acha, em função da crise política, em um gozo político que, finalmente, lhe conferiu algum sentido de ser e de estar no jogo político nacional e nessas condições, já vimos... O céu é o limite.

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Se autointitulam como o cimo da moral e da ética política brasileira; se vangloriam de maneira absurdamente falaciosa de ser o último resguardo da dignidade nacional; o derradeiro bastião da pátria e que "afunda ante ao risco da eterna ameaça comunista" e por ai segue em seu besteirol clássico e corriqueiro.

A crise política alterou a subjetividade da oposição e, consequentemente, seu ethos, e tornou a bancada demotucana, como que em ligeiro passe de mágicas, o "prumo ético, moral e referencial" das condutas políticas do país. Imaginem isso!

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É de um absurdo tragicômico! Dia desses vi de Aécio Neves (PSDB-MG), o "parlapatão das Alterosas" a seguinte tirada:"eu sou a esperança para milhões de brasileiros!". É surreal, nem Kafka poderia imaginar algo assim! O que se verifica é um descolamento do mundo da política com o mundo real. A oposição, mas não só ela, opera a partir de imagens, representações solipsistas e simulacros, de modo, que são manifestações políticas que ocorrem em um plano da esfera política e que não possuem qualquer referente com o mundo objetivo, concreto e real.

No dia em que Aécio Neves for a esperança para milhões de brasileiros o Brasil terá desaparecido. Em outro paralelo, essas autonarrativas representam o atual psiquismo da oposição brasileira. É uma tipologia de narcisismo político sem tamanho, se trata de uma perspectiva intensamente autocrática que visa sobremaneira, catapultar egos, comportamentos e vaidades de quadros partidários e de suas filiações políticas.

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Se existe algum real projeto para as lástimas nacionais isso já não tem a menor importância. O que importa é o indivíduo, suas imagens, representações e seu discurso salvacionista e bonapartista. Isso, de outra feita, tem nome, se chama culto a personalidade, culto ao ego deste ou daquele indivíduo politico.

É um desvio psicológico, um hiato de personalidade e uma desfunção cognitiva de consequências catastróficas para um povo, para uma nação e mesmo para o mundo. Vide Hitler, Stalin, Mussolini e mais uma pletora de egocratas que fizeram estremecer o mundo da política.

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Fico, em assumido estado de depressão, quando me ponho a perguntar sobre essa mesma gente a frente do governo central do país; fico a imaginar sobre estes indivíduos vaidosos e quase messiânicos governando esse país católico e sincrético. Não titubeio em dizer de que seria uma tragédia para movimentos sociais, para nossa diversidade política e às instituições públicas dessa sofrida nação.

Quanto ao "príncipe da sociologia", o já decrepito Fernando Henrique Cardoso, melhor para Lula não conversar, não se aproximar e, sem medo, apostar na intensificação da luta de classes no Brasil. Nós os trabalhadores, não perderemos com isso. Querem apostar?

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