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Não há necessidade de o Banco Central aumentar os juros. Todo esforço fiscal feito pelo governo, com apoio do Congresso, ficará inócuo com aumento da taxa Selic

Sede do Banco Central, em Brasília. 15/01/2014 REUTERS/Ueslei Marcelino
Sede do Banco Central, em Brasília. 15/01/2014 REUTERS/Ueslei Marcelino (Foto: Gleisi Hoffmann)


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Em 2015 todas as medidas de ajustes que eram necessárias foram tomadas e apesar da insistência de parte do mercado de semear pessimismo incentivando a especulação, os efeitos positivos começam a ser percebidos.

A inflação deve fechar em 2016 abaixo de 7%, cerca de 4 pontos percentuais a menos do que neste ano, e muito próxima ao teto da meta.

Estamos com posição sólida nas reservas internacionais, em torno de U$ 368 bilhões, a sexta maior do mundo. Nosso déficit em conta corrente caiu de cerca de 4,3% para 3,5% do PIB em relação a 2014.

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Temos equilíbrio competitivo. O dólar deve estabilizar na casa de R$ 3,80 a 4,00. A participação dos manufaturados cresceu de 35,6% para 38,1% do total de nosso resultado comercial de 2015, que foi superavitário.

O Bradesco BBI, um dos principais bancos de negócios do país, acaba de divulgar um levantamento que confronta com as avaliações das agências de rating que recentemente baixaram a nota do Brasil: os Fundos de Investimentos querem comprar empresas no Brasil e dispõem de mais de R$ 100 bilhões. Apostam na área de energia, concessões de estradas, aeroportos, negócios imobiliários. Grandes grupos empresariais também aportam por aqui. Avaliam que a crise passa e querem ficar no país que tem muitas oportunidades.

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Na área fiscal, principal foco das medidas do governo, economizamos, em 2015, mais de R$ 108 bilhões. Foi o maior contingenciamento já realizado no país. Além disso, o Congresso Nacional já aprovou o orçamento de 2016 com uma previsão de economia de 0,5% do PIB, sem comprometer os recursos para área social.

Houve a quitação total das dívidas com os bancos, as chamadas pedaladas fiscais, pelas quais só a presidenta Dilma pagou. Esse dinheiro, mais de R$ 70 bilhões, que entra nos bancos públicos, vai permitir a retomada do crédito por esses bancos, principalmente para pequenas e médias empresas, sem precisar de subsídios. A agricultura já foi contemplada na semana que passou.

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Estamos com o menor índice de Restos a Pagar em dez anos. A redução é de 17,6% em relação a 2014. E o que é mais importante é que a queda maior foi nas despesas correntes e não nos investimentos. Estes recuaram de cerca de R$ 80 bi para R$ 76 bi. E as correntes de cerca de R$ 119 bi para R$ 87 bi.

Outras medidas já estão bem encaminharas no Congresso e devem ser aprovadas pelos plenários das duas casas: a MP da reestruturação administrativa e a que impacta nos juros sobre capital próprio. Aliás, precisamos focar aí a eficiência do sistema tributário: no ganho do capital.

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Por tudo isso é que não há necessidade de o Banco Central aumentar os juros. Todo esforço fiscal feito pelo governo, com apoio do Congresso, ficará inócuo com aumento da taxa Selic. Além do mais, o BC tem oito reuniões para avaliar a política monetária do país. Não precisa iniciar o ano com aumento dos juros. Se isso realmente se mostrar necessário, março está perto.

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