É preciso clareza no enfrentamento de classes e responsabilidade quanto ao posicionamento sobre a Venezuela

É preciso compreender que a Venezuela está rachada ao meio e numa situação de extrema gravidade, de pré-guerra civil de fato. Hoje, só há dois lados por lá. A revolução Bolivariana hoje liderada por Maduro de um lado, e o fascismo do outro

Membros da Assembleia Constituinte possam durante posse em Caracas 4/8/2017 REUTERS/Carlos Garcia Rawlins
Membros da Assembleia Constituinte possam durante posse em Caracas 4/8/2017 REUTERS/Carlos Garcia Rawlins (Foto: Daniel Samam)


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O esquerdismo tacanho que ocupa a maioria na direção estadual do PSOL do Rio, divulgou um documento (acesse o link aqui) pelo qual a Executiva Estadual "desautoriza" a posição da Secretaria de Relações Internacionais do partido de apoio à revolução bolivariana na Venezuela, mesmo sendo um apoio crítico e com restrições a diversas medidas do presidente Maduro.

Primeiro, é inacreditável uma instância estadual "desautorizar" a instância nacional. Segundo, é que representantes do partido como Jean Wyllys e Marcelo Freixo mantenham a linha do "nem, nem". "Nem apoio ao governo Maduro, nem apoio aos golpistas. Estamos com o povo venezuelano." O que revela uma grave miopia do enfrentamento de classes por parte de dirigentes e figuras públicas desses setores e correntes do PSOL Rio.

É preciso compreender que a Venezuela está rachada ao meio e numa situação de extrema gravidade, de pré-guerra civil de fato. Hoje, só há dois lados por lá. A revolução Bolivariana hoje liderada por Maduro de um lado, e o fascismo do outro. Logo, não dá pra ficar em cima do muro e, muito menos, buscar uma terceira via que não existe. Tampouco conciliar com os fascistas ao cair na armadilha da dicotomia "ditadura x democracia". Portanto, não se iludam: se o fascismo derrubar Maduro, vão implantar uma ditadura e vai haver banho de sangue. E mais, o destino da Venezuela terá um impacto imenso sobre toda a América Latina.

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Com todas as críticas que possam e devam ser feitas a Maduro, suas opções e medidas, buscar uma terceira via é voltar com uma história semelhante ao do "Fora todos" no golpe de 2016 aqui no Brasil, e num momento em que a extrema-direita, com o apoio aberto do imperialismo, ataca com todas as forças o governo bolivariano.

Ficar em cima do muro e manter essa suposta "neutralidade" não passa de alinhamento ao fascismo.

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