Dez dias com Temer
Temer com sua empáfia mórbida seguida da sua camarilha de criminosos é o próprio combustível para as ruas. Como muito bem sinalizado pelo professor Gilberto Maringoni, o "Fora Temer" já virou um instituto, um movimento cultural
✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.
No décimo dia com o bizarro Temer como o legalmente (seja lá o que isso for!) presidente do país, além do maior surto depressivo já apetecido na história brasileira, considerando que a mera visão, a paisagem de Temer é, "per si" sinônimo de depressão, angústia e mal-estar, já temos o maior movimento de mobilização de massas depois do "Diretas Já" eclodido em 1984.
Temer com sua empáfia mórbida seguida da sua camarilha de criminosos é o próprio combustível para as ruas. Como muito bem sinalizado pelo professor Gilberto Maringoni, o "Fora Temer" já virou um instituto, um movimento cultural.
Nestes tempos "temerosos", nada, absolutamente nada fora efetivamente implementado. Nada fora anunciado no campo das políticas sociais, ao contrário, investimentos sociais e, portanto, econômicos e essenciais para grotões e pequenas cidades desapareceram ou estão em vias de desaparecimento; políticas civilizacionais como o programa nacional de alfabetização tiveram seus orçamentos cancelados; o fundamental e maior programa de habitação popular do mundo, o "Minha Casa, Minha Vida" foi capado de política e de recursos e as rubricas orçamentarias de todas as instituições de ensino superior foram cortadas, ao menos, pela metade.
No delicado e espinhoso terreno da política econômica, tem-se um fracasso seguido de outro e mais outro. A inflação já está em dois dígitos e arruína fragorosamente com todo o PIB brasileiro; os esforços das empresas é de chegar, ao fim deste ano, no zero contábil, eliminando algum acúmulo de prejuízo, esforço que, por sinal, não será atingido, dada a capacidade ociosa das empresas que é alargada, os padrões tecnológicos que seguem no atraso e, sobretudo, o nível de dependência externa e que fora catapultado para o padrão Sarney de governo.
O "dream team" da política econômica, composto essencialmente por dois ícones da banca financeira, o caricatural Henrique Meirelles e que, enfadonho, não diz a que veio, nada diz em matéria do financiamento público da produção ou da redução das dívidas dos estados. Da mesma forma, o seu serviçal imediato e representante do Itaú, o israelo-brasileiro Ilan Goldfajn na gestão do Banco Central amiudou e capou todas as possibilidades do Estado na gestão da política monetária.
Neoliberal fanático e ortodoxo, o judeu crê convictamente que o mesmo conglomerado de corporações e fundos planetários que, por sinal, geraram a imensa e insolúvel crise financeira pipocada em 2008 irá, tão somente, se alinhar, como que por passe de mágicas, na concertação do mundo econômico e ocidental afundado em endividamentos, falências, concordatas e desinvestimentos. Tudo o que lhe é perguntado, responde catatônico: "O mercado dirá!" É bisonho e patético!
Em dez dias, o governo Temer derrete. Não tem horizonte, futuro e plano. Como nada faz, nada apresenta, nada de originalmente é capaz de propor, cai na mesma esparrela de governos clássica e genuinamente neoliberais e como zumbi que, de fato é, se passa a morder a carne e os ossos dos trabalhadores. E amplie-se jornadas de trabalho; reduza-se salários; retire-se direitos trabalhistas e previdenciários; alargue-se a terceirização; a quarteirização; reduza a ação sindical e; por que não, um almoço de quinze minutos, afinal, existem experiências nos Estados Unidos onde trabalhadores comem em ligeiros dez minutos. Por que não copia-los?
Em dez dias de Temer... Nos resta a rebelião! Greve geral e FORA TEMER!
Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:
Este artigo não representa a opinião do Brasil 247 e é de responsabilidade do colunista.

Comentários
Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247