“Crentefobia” ou Colaboracionismo?

Há uma tentativa de criar uma espécie de nova perseguição aos evangélicos, que está sendo chamada de “crentefobia”

Marcha para Jesus
Marcha para Jesus (Foto: Gisele Federicce)


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Há uma tentativa de criar uma espécie de nova perseguição aos evangélicos, que está sendo chamada de “crentefobia”.

É a ideia de que os evangélicos estão sendo discriminados por sua fé, pelo exercício de sua cidadania com a liberdade de, inclusive, optar pela extrema-direita.

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E a ideia de que, de fato, os evangélicos estão sendo discriminados por sua ênfase na família e na moral.

Em que pese o fato de que há sempre a tendência à generalização e isto sempre é injusto, isto é, em que pese o fato de que há entre os críticos dos evangélicos, cada vez mais, a impaciência de separar o joio do trigo, ou seja, cada vez mais há o abandono do cuidado de escapar de uma visão dos evangélicos como uma força homogênea e monolítica, e o descuido com a realidade de que, entre os evangélicos há uma divisão visceral, como, de resto, em toda a sociedade; não acredito na existência de uma disposição que se poderia chamar de “crentefobia”.

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Entendo, entretanto, que há um sentimento crescente em relação aos evangélicos que me leva a uma realidade que foi vivida nas guerras com invasões. Muito comum na 2ª Grande Guerra entre os povos que foram invadidos pelos alemães.

É um sentimento de medo dos colaboracionistas!

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O colaboracionista é o membro do povo invadido que colabora com o invasor, seja por correspondência ideológica, seja por mera sobrevivência.

E isso acontece porque dois sentimentos surgem a partir do governo sem partido: 

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primeiro, o sentimento de que fomos invadidos por forças estranhas, que estão destruindo o país a começar pela destruição do Estado Social, com a perda dos direitos e das políticas públicas de redução da desigualdade econômica, social e cultural, passando por sabotagem ao sistema de acesso à educação e à própria educação e cultura; e pela desvalorização dos profissionais da educação e da ciência; e pela destruição de nossos ativos econômicos, técnicos e tecnológicos, e pela do disseminação do trabalho precarizado, análogo à escravização; e pela promoção sistêmica da pobreza; e pela destruição de nossos biomas e dos povos originários: indígenas e quilombolas; e pela disseminação da violência do Estado, principalmente, contra pretos e pobres; e pelo aparente fim da laicidade do Estado.

segundo, o sentimento de que há muitos colaboracionistas, e de que os que se dizem evangélicos são os que estão, em sua maioria, entre eles… mesmo que não sejam a maioria dos colaboracionistas, são os que parecem mais mobilizados. 

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Daí, toda vez que evangélicos se aproximam, aflora o medo de que se esteja diante de um colaboracionista, onde colaboracionista significa alguém que contra dados, contra todos os prejuízos, inclusive da própria pessoa, apoia o invasor a partir de sensos equivocados, e de credulidade oca em mentiras e em sistemas de adulteração da verdade dos fatos, apresentando como única prova as suas próprias convicções ideológicas ou, no caso dos evangélicos, religiosas, ainda que tais convicções afrontem o Cristo que dizem confessar como seu Deus.

Por que colaboracionista e não apenas eleitor de direita? 

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Porque cresce no país a convicção de que tal sanha destruidora do país e da nação, em beneficio de geopolíticas estrangeiras e de interesses que só podem ser classificados como de mafiosos, não pode ser classificada como programa de governo… Está mais para Satanás, que veio para matar, roubar e destruir.

Graças a Deus há um grupo grande de evangélicos que está na resistência, que está insistindo com os outros para que honrem, de fato, ao Cristo! 

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Estes evangélicos da resistência, contudo, têm tido o apoio explícito de Cristo; no Carnaval, por exemplo, o Cristo enviou a sua Escola de Samba, a Estação Primeira de Mangueira, rebatizada de Estação Primeira de Nazaré, para encorajar os cristãos, de modo geral, e aos evangélicos, em particular, lembrando-os de que espírito são, ou deveriam ser, recordando-os de que “não há futuro sem partilha, nem messias de arma na mão!”.

Estão reconstruindo a Senzala… Temos de tomar a Casa Grande!

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