Conjeturando

Se souber escalar os candidatos adequados para a disputa, PT, PC do B e PV poderão atingir uma bancada de até quinze deputados no estado de SP

Plenário da Câmara
Plenário da Câmara (Foto: Antônio Augusto/Câmara dos Deputados)


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Três elementos são de extrema importância na análise da possibilidade de sucesso de um partido político numa eleição proporcional: votos válidos, quociente eleitoral e resultados obtidos pelos seus candidatos nas eleições anteriormente disputadas. 

A evolução dos números indica que em outubro de 2022 atingiremos algo em torno de 32,8 milhões de eleitores aptos para votar no estado de São Paulo.

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Tomando como base esse número e os resultados das eleições anteriores podemos inferir uma quantidade de 22 milhões de votos válidos, o que resultaria, em virtude das 70 vagas que São Paulo tem disponíveis na Câmara dos Deputados, em um quociente eleitoral de arredondados 314 mil votos. 

Você poderia perguntar: – O que significam esses números para os partidos concorrentes? Bom, antes de respondermos a essa questão, vamos nos aprofundar um pouco mais nos dados disponíveis. Considerando que hoje temos trinta e dois partidos registrados no Tribunal Superior Eleitoral: MDB, PTB, PDT, PT, PCdoB, PSB, PSDB, PTC, PSC, PMN, CIDADANIA, PV, AVANTE, PP, PSTU, PCB, PRTB, DC, PCO, PODE, REPUBLICANOS, PSOL, PL, PSD, PATRIOTA, PROS, SOLIDARIEDADE, NOVO, REDE, PMB, UP e UNIÃO, e que cada um tem o direito de lançar até 71 candidatos – número de vagas disponíveis mais um – seria possível chegarmos a 2,2 mil candidatos. Na prática esse número deve ser bem menor. De qualquer forma, a média de candidatos por vaga deverá ser grande.

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Voltando à questão da implicação do quociente eleitoral de 314 mil votos na disputa entre os partidos, precisamos antes dar uma olhada nas regras de cálculo que ora regem as eleições proporcionais. Na primeira etapa dos cálculos, o partido só participa se atingir o quociente eleitoral (314 mil votos) e somente seus candidatos que atingirem 10% do quociente eleitoral (31,4 mil votos) podem tomar posse do cargo. Tendo como base as eleições anteriores, concluímos que não mais do que 15% dos candidatos conseguem alcançar essa marca, um número um pouco acima de uma centena de candidatos. Isso nos mostra que os grandes partidos concorrem com uma chance de sucesso muito maior do que a dos demais. 

Uma vez não preenchidas todas as vagas disponíveis, passamos para a etapa dos cálculos das sobras. Nessa fase temos uma nova regra, chamada de 80/20, na qual, para participar dos cálculos, os partidos restantes têm a necessidade de alcançar 80% do quociente eleitoral e seus candidatos 20% de votos do quociente eleitoral. Ou seja, a coisa fica ainda mais difícil, principalmente para os partidos menores.

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Analisando tudo isso e olhando somente para o PT, diríamos que a sigla é uma das poucas que têm em seus quadros candidatos com potencial de votos em quantidade suficiente para alcançar uma grande bancada. Isto porque, mesmo nos piores momentos, manteve-se entre os partidos com maior bancada na Câmara Federal. E acresce que a recuperação do seu prestígio eleitoral vem sendo apontada pelas pesquisas.

A meu ver, considerando somente o aspecto técnico, o partido não necessita da formação de Federação Partidária para alcançar uma grande bancada, basta ter muita atenção na composição da lista de candidatos. É claro que existe o aspecto político que não pode ser desprezado. O PCdoB e o PV serão muito beneficiados com a formação da aliança. Em 2002, em sua melhor fase, o PT elegeu uma bancada de dezoito deputados em São Paulo. Acho difícil até mesmo para a almejada Federação Partidária atingir esse número agora, mas acredito que se souberem escalar os candidatos adequados para a disputa poderão atingir uma bancada de até quinze deputados no estado.

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