Confirmado: O Brasil hoje já é colônia da China (2)
Nossa relação com a China pode ser semelhante à relação da Lua com a Terra, ou da Terra com o Sol. A atração é inevitável
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No primeiro artigo sobre este tema, publicado em 27/04, mostramos que, mesmo com o posicionamento claro do presidente Bolsonaro durante a campanha eleitoral, totalmente contrário ao relacionamento do Brasil com a China.
Mesmo com as atitudes, muitas vezes ridículas, de subserviência ao governo Trump, no início do governo.
Depois da visita do vice-presidente Hamilton Mourão à China em maio de 2019 e da visita do presidente chinês Xi Jinping ao Brasil em novembro de 2019 o discurso mudou radicalmente.
“China cada vez faz mais parte do futuro do Brasil” (Bolsonaro, nov.2019 ).
“O Brasil e a China tem um casamento inevitável” relacionamento “por pragmatismo não por dogma” e “a pandemia provocará mudanças significativas na geopolítica mundial, aumentando o papel econômico e estratégico da Asia” (Mourão abril de 2020).
Em qualquer país livre uma mudança deste nível provocaria enormes questionamentos por parte da imprensa. No Brasil nenhuma pergunta. Silencio absoluto. É isto: nós não temos imprensa livre.
Algumas ocorrências pontuais merecem destaque :
1- Em novembro/2019 a Rede Bandeirante assina acordo de cooperação com a China Media Group.
2- A Boeing desfaz o negócio de compra da Embraer, a melhor alternativa (Mourão abril/2020) é fazer acordo com a Commercial Aircraft Corp. of China.
3- A Casa Civil (Gen. Braga Neto), lança o programa Pro-Brasil de investimentos. O programa é talvez a única alternativa no momento, mas para ser eficaz precisa da participação da Petrobrás em parceria com a China como mostramos no artigo “Programa Pró-Brasil é o caminho, mas precisa da participação Petrobras/China”
Neste segundo artigo vamos explorar o relacionamento Brasil/China e sua relevância para os dois países. É o Brasil que depende da China ou é a China que depende do Brasil?
As relações diplomáticas entre China e Brasil vem desde o sec. XIX mas sempre com pouca atividade comercial.
À partir de 2000 a China, com um crescimento superior a 10% ao ano , passou a aumentar substancialmente o consumo mundial de commodities elevando os preços e dando ao Brasil uma grande oportunidade de crescimento econômico.
Em 2009 a China já era o maior parceiro comercial do Brasil. Atualmente a China é responsável por 80% do superávit comercial brasileiro, cujos principais produtos exportados são, soja, petróleo e minério de ferro.
Mas o consumo chinês é enorme e crescente e portanto as exportações brasileiras podem ainda ser substancialmente aumentadas.
A China é o maior importador de soja do mundo e os produtores brasileiros sabem das oportunidades que virão principalmente com melhorias em infraestrutura no Brasil.
Ciente disto, o presidente chinês, Xi Jinping, em sua visita ao Brasil em novembro de 2019, colocou à disposição do Brasil US$ 100 bilhões para investimento nesta área.
Na oportunidade o ministro Tarcísio de Freitas assinou acordo de parceria com duração de 5 anos, para elaboração de projetos de expansão da malha logística brasileira.
A China é o maior importador de petróleo do mundo e atualmente é o principal cliente da Petrobrás, comprando cerca de 600 mil barris dia de petróleo.
A petroleira brasileira, fundamentalmente em função dos investimentos feitos no período 2009/2014, deverá alcançar em 2026 uma produção diária de 5 milhões de barris, dos quais somente 2,7 serão consumidos no mercado interno. A China é o cliente potencial para este excedente.
A China é o maior importador mundial de minério de ferro. Em 2020 a Vale deverá produzir cerca de 400 milhões de toneladas de minério de ferro, das quais mais da metade serão exportadas para a China.
A China é de longe o maior produtor de aço do mundo com uma produção perto de 1 bilhão de toneladas ano. O segundo maior produtor é o Japão cuja produção gira em torno de 100 milhões de toneladas ano.
O consumo de minério de ferro da China supera 1,5 bilhões de toneladas ano e é o único mercado em que a Vale poderá expandir seus negócios de forma relevante.
O Brasil tem uma população de 210 milhões de habitantes enquanto o China tem 1,4 bilhão (6,6 vezes maior). O PIB brasileiro é de US$ 1,9 bilhões ao passo que o PIB chinês é de US$ 14,2 bilhões (7,5 vezes maior).
Portanto, nossa relação com a China pode ser semelhante à relação da Lua com a Terra, ou da Terra com o Sol. A atração é inevitável.
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