As eleições das nossas vidas

O que se faz contra o SUS e o MEC não é apenas incompetência. Tem método e objetivo

Urnas eletrônicas
Urnas eletrônicas (Foto: REUTERS/Bruno Kelly)


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No dia 2 de outubro os brasileiros vão se deparar nas urnas com duas escolhas bastante evidentes em seus significados: civilização ou barbárie. Nisso poderíamos desdobrar para tantas outras contraposições ao bem-estar civilizatório e social, como amor ou ódio; esperança ou desespero; afeto ou desprezo pelo Brasil e ao seu povo. É isso que importa nessas eleições que serão uma verdadeira prova de fogo ao poder de resiliência da sociedade em defesa da democracia e dessa com as intituições democráticas.

O que assistimos no ciclo sinistro desses quatro anos - que irão se encerrar com a força do povo em 31 de dezembro - é um rastro de destruição pura e simples promovido por um governo empenhado sessivamente em destruir tudo que edificamos de valoroso e original no país ao longo de nossa história.

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O que se faz contra o SUS e o MEC não é apenas incompetência. Tem método e objetivo. O desmantelamento dos órgãos de transparência e fiscalização da União não tem nenhuma motivação ou propósito ideológico, como nos mostrou a CPI da Covid e os escândalos envolvendo uso indevido e abusivo das relações entre público e privado do Fundo Nacional do Desenvolvimento da Educação (FNDE) por interesses escusos. 

É corrupção grossa, rasteira e vulgar mesmo, que se esconde por trás de alguma já famosa cortina de fumaça criada pelo presidente que nunca tem culpa de nada.

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Também diante das urnas vamos punir todos aqueles que desde 2016 impuseram aos brasileiros uma política de preços draconiana da Petrobras que, na prática, se desnacionalizou com seus produtos e processos de produção dolarizados. Estatais estratégicas, como Petrobras e Eletrobras, devido ao seu caráter  estratégico, devem ficar nas mãos dos brasileiros para servir ao desenvolvimento social e econômico do país. Quem propõe a sua entrega a fundos estrangeiros devia ser condenado por crime de lesa-pátria. Todo esse governo estaria no banco dos réus.  

E, enfim, num domingo, compareceremos às nossas seções eleitorais ainda sob o peso da pendemia, de nossas perdas; perdas de amigos e familiares. Perda de renda. Tudo caro. Bolsocaro. Sem emprego ou com emprego em que o salário mal dá para comer e pagar o aluguel; precarizado. 

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Porém, o que nos fará comparecer às urnas neste domingo, 2 de outubro de 2022, é a esperança que nos sustenta, de que dá para gente ser feliz de novo. Todos juntos. Como já vivemos. E não tem muito tempo. 

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