As chances de Ciro
Essa já é a sua quarta eleição e, até agora, não deu mostras de ter encontrado os caminhos que o levarão ao encontro de seus objetivos
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O candidato Ciro Gomes vive apregoando que é o mais preparado dos candidatos a presidente da República do Brasil. Até escreveu mais um livro sobre os problemas do país. Diz que conhece as soluções para os inúmeros males que agoniam a nossa população. Acredito. Minhas dúvidas pairam nos quesitos: alternativas para chegar lá e implementar suas ideias.
Essa já é a sua quarta eleição e, até agora, não deu mostras de ter encontrado os caminhos que o levarão ao encontro de seus objetivos. Digo isto observando os resultados alcançados nas suas várias eleições disputadas. Construir fortes alianças, na minha opinião, é essencial para o sucesso nas disputas majoritárias. Vejamos os resultados parciais no primeiro turno das três eleições disputadas por Ciro:

As abreviações correspondem a: VN 1º T (Votação nominal no 1º turno), V COLIG (Votos nominais dos partidos coligados) e % VN 1º T (Porcentagem dos votos nominais no primeiro turno).
A exemplo das eleições anteriores, até agora o candidato não conseguiu construir uma coligação suficientemente forte para levá-lo ao segundo turno das eleições. Outra coisa que costumo observar é que, quando o candidato é viável, sua votação vai crescendo ao longo das disputas. Seu nome vai se firmando no eleitorado, ele vai agregando apoios, se tornando mais forte até chegar a sua vez.
Os quadros abaixo mostram, em porcentagem de votos nominais, as diversas disputas enfrentadas por Lula e por Ciro Gomes. Veja:

A primeira tabela mostra que o candidato Lula teve uma trajetória ascendente, ampliando a sua votação eleição após eleição. Já no segundo caso percebemos que existe uma “regularidade de votação”: Ciro Gomes está estagnado há várias eleições dentro de um patamar inferior a 15%, dando mostras de que não se tornará um candidato competitivo. Perceba que o Ciro de 2018 ainda não superou o Lula de 1989 em porcentagem de votos nominais. Quando o assunto são as eleições de 2022, notamos que a construção de alianças e as pesquisas divulgadas até agora não apontam para uma mudança no quadro.
Com relação à implementação de ideias, acredito que uma coisa é saber o que fazer, outra, bem diferente, é saber como fazer. Isso requer capacidade de convencimento, de envolver as pessoas, de conquistar aliados em torno de um objetivo comum, exige capacidade de trabalho em grupo, um perfil que parece não ser o do candidato.
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