Aras pode tirar o cavalinho da chuva: Toffoli não deve recuar

Jornalista Ricardo Kotscho diz que o presidente do STF, Dias Toffoli, não deverá revogar decisão que lhe deu acesso a dados sigilosos. "Esta disputa entre o MP e o STF apenas está começando e ninguém sabe como vai acabar, mas uma coisa é certa: os “heróis nacionais” que se se achavam impunes para prender e soltar ao seu livre arbítrio e ao arrepio da lei, vazando informações, estão com seus dias contados", diz ele

(Foto: Marcelo Camargo/ABR)


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Por Ricardo Kotscho, no Balaio do Kotscho e para o Jornalistas pela Democracia

“Aras pede a Toffoli para revogar decisão que lhe deu acesso a dados sigilosos de 600 mil”, mancheteia o UOL nesta sexta-feira.

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Posso garantir a Augusto Aras, procurador-geral da República, a serviço do governo Bolsonaro, que não há a menor chance de ter seu pedido atendido.

Toffoli tomou a decisão esta semana de determinar o envio à corte de todos os relatórios financeiros do antigo Coaf e de todas as representações fiscais feitas pela Receita Federal, depois de constatar que estes dados sigilosos vazaram para delegados e procuradores, sem nenhum controle da Justiça.

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O presidente do Supremo Tribunal Federal não acessou estes dados, mas se reserva o direito de protege-los dos vazamentos seletivos promovidos por agentes públicos que se investiram de um poder que não têm.

No pedido feito a Toffoli, Aras escreveu que no entender da Procuradoria-Geral da República, “o pronunciamento em questão consiste em medida demasiadamente interventiva, capaz de expor a risco informações privadas relativas a mais de 600 mil pessoas, entre elas indivíduos politicamente expostos e detentores de foro por prerrogativa de função”.

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Acontece que essas “informações privadas” já circularam abertamente entre procuradores da República e delegados da Polícia Federal ligados à Lava Jato, como foi revelado pelo site The Intercept.

É como papel picado jogado pela janela que o procurador-geral Aras agora quer recolher para proteger quem o nomeou.

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Esta disputa entre o MP e o STF apenas está começando e ninguém sabe como vai acabar, mas uma coisa é certa: os “heróis nacionais” que se se achavam impunes para prender e soltar ao seu livre arbítrio e ao arrepio da lei, vazando informações, estão com seus dias contados.

Ainda há juízes em Brasília que não se dobram às pressões da mídia e da opinião pública amestrada.

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Vida que segue.

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