A partir de agora, a luta deve ser para que Bolsonaro responda pelos seus crimes

"Esse é um aspecto fulcral para evitar que futuros projetos de déspotas se aventurem a repetir a tragédia que Jair Bolsonaro conduziu", diz Cesar Calejon

Jair Bolsonaro
Jair Bolsonaro (Foto: REUTERS/Adriano Machado)


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Por César Calejon, para o 247 

Em uma de suas obras, o poeta escocês Robert Louis Stevenson escreve que, “(...) mais cedo ou mais tarde, todos se sentam para um banquete de consequências”.

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Recentemente, alguns dos principais artífices da onda do golpismo que acometeu a América Latina durante os últimos anos passaram a arcar com a suas devidas responsabilidades. 

Jeanine Áñez Chávez, na Bolívia, Juan Guaidó, na Venezuela, e Sergio Moro, no Brasil, são apenas alguns exemplos. Em alguma medida, todas essas figuras começaram a experimentar os efeitos que o uso das suas respectivas atitudes produziu e que, enquanto estiveram totalmente embriagadas pela ilusão do poder fácil, não foram capazes de mensurar. 

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Contudo, este processo de responsabilização encontra-se em suas etapas ainda iniciais. Muito deve ser feito a seguir, sobretudo, após a derrota eleitoral do bolsonarismo, que se avizinha com a chegada das eleições de outubro, e durante o ano de 2023.

Bolsonaro é um criminoso contumaz. Durante a sua gestão, mais de 668 mil pessoas morreram por conta de uma doença que ele, deliberadamente, ajudou a disseminar e minimizou a seriedade. 

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Entre 2019 e 2022, o líder do bolsonarismo cometeu todos os crimes possíveis e imagináveis em diversas searas da vida nacional. Devastou a economia, entregou o patrimônio nacional, estimulou a explosão da violência, da criminalidade e da intolerância, envolveu-se em escândalos de corrupção do governo federal, desavenças internas e externas de todas as ordens, solicitou a ingerência de uma nação estrangeira nos assuntos sociopolíticos brasileiros e conseguiu com que todos os indicadores sociais apontassem a deterioração dos padrões de vida, além de promover ativamente o desmatamento recorde das florestas e regiões de preservação do país. 

Com o bolsonarismo, a nação viu-se confrontada com os efeitos práticos que utilizar o ódio, o medo e os elitismos histórico-culturais combinados às redes sociais digitais para eleger os seus líderes representativos acarretam, invariavelmente. Além disso, lamentavelmente para o Brasil, a ascensão do bolsonarismo ainda coincidiu com a pior pandemia do século.

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Neste contexto, a partir de agora, para muito além de derrotar o bolsonarismo em outubro deste ano, a luta deve ser para que Bolsonaro responda pelos seus crimes perante a justiça. 

Esse é um aspecto fulcral para evitar que futuros projetos de déspotas se aventurem a repetir a tragédia que Jair Bolsonaro conduziu no Brasil.

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