A invisibilidade das mulheres nos livros didáticos de história
Onde estão as mulheres, nos livros didáticos? Como esses livros vêm abordando a história das mulheres?
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Esse é um problema ocorrido devido ao passado da História da Educação no Brasil, predominantemente marcado pelo autoritarismo e elitismo, sob o jugo de influências conservadoras patriarcais. Dentro desse contexto chocou-se o ovo da serpente do machismo. Tais situações, certamente não eram facilitadoras do acesso e permanência de meninas, adolescentes e mulheres em escolas e universidades, reproduzindo o modelo político de sociedade vigente.
No contexto histórico atual, novos meios de comunicação popular podem auxiliar ainda mais, além da reconsideração do livro didático como referência não exclusiva, de maneira a diversificar fontes e possibilitar a aprendizagem da pesquisa científica, focada, principalmente, na coleta e no acesso a dados baseados na qualidade e diversidades de referências quando se faz uma necessária e diligente revisão bibliográfica.
Nesse sentido, novas fontes de informação e interações digitais em redes, como, p.ex., o blog O Protagonismo Feminino, procuramos estabelecer apoio à discussão e qualificação de referências e fontes complementares ao livro didático, apresentando autoras, biografias, obras, temas diversos sobre a História Pública das mulheres em sociedade. Estas informações são disponibilizadas a todas e todos, para a difusão e popularização científica especializada nessa temática, com vistas à superação do problema de eventuais conservadorismos ou linearidades nessa questão.
Podendo assim, ser possível, necessário e urgente, enxergarmos o passado com novos olhares do presente e o presente, com a compreensão do passado, de forma a construir a História do hoje e do amanhã, com justiça e liberdade, principalmente em relação à realidade, trabalho, sentimentos, dificuldades, lutas e conquistas femininas.
Em virtude disso, eu abordo em minha pesquisa em nível de mestrado, a invisibilidade da mulher constatada em livros didáticos que pode ser percebida pelo reduzido número de representação de sujeitos e personalidades e suas realizações nos principais eventos históricos, nos textos e nas imagens em livros didáticos.
Este trabalho se ressignifica com o compromisso em relação à história da mulher como sujeito ativo, transformador em sociedade. Dessa forma, não é o livro didático como o agente, o meio ou instrumento para a reprodução da educação e da história, onde, com frequência assustadora, mulheres são omitidas, secundarizadas e invisibilizadas por razões ideológicas e políticas reacionárias dominantes.
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