A infelicidade maravilhosa
Uma poesia sobre a morte da jovem de 17 anos, mais uma vitima de bala perdida na linha amarela, no Rio de Janeiro
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Ela é linda e de real beleza
Onde a realeza lhe agraciou
Mas ela esconde os seus reais defeitos
Os quais estão mais sujeitos quem o mar ainda não banhou
Ela mistura sua poesia
Com um dia a dia de sangue e dor
Quando amanhece a princesinha omite
O caos que numa viela escura ela presenciou
Maravilhosa e de encantos mil
A infelicidade ainda nos seduz
Como numa paixão não correspondida
Numa realidade bandida que se esconde a luz.
Em cada esquina a violência passa
Impune e sem graça a caminho do mal
Moça do corpo alvejado ao sol que congraça
Vítimas de todas as raças num mesmo funeral.
Imprudente, vive sem saúde.
Ela nos ilude e finge se tratar.
Mas um raio lhe traça um X na testa
E revela a farsa no seu belo olhar.
Uma invasão deixa a infelicidade alerta
A porta aberta não pode mais ficar
A educação ela lançou ao vento
E vive ao relento quem quis lhe ensinar
A infelicidade insiste em ser maravilhosa
E segue toda prosa em sua negação
Enquanto isso uma tocha surge, olímpica e luminosa.
E vai velando os corpos espalhados pelo chão
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