A incrível blindagem de Aécio

Até agora, mesmo com todas as denúncias e delações, não tem um único tucano ardendo na fogueira inquisional do complexo midiático-judiciário-policial, que toca a operação Lava Jato

Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) realiza sabatina interativa de indicados para o Conselho Nacional de Justiça (CNJ). À bancada, senador Aécio Neves (PSDB-MG). Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado
Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) realiza sabatina interativa de indicados para o Conselho Nacional de Justiça (CNJ). À bancada, senador Aécio Neves (PSDB-MG). Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado (Foto: Sebastião Costa)


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Impressionante! São três delações na Lava Jato e o homem não sofre nada. Não sofre nada que eu falo é não levar um único beliscão da mídia e muito menos um arranhão da Justiça. Na verdade, os dois se entrelaçam. Se a mídia bate, a Justiça condena e prende. Pelo menos essa tem sido a rotina nesse caldeirão efervescente que tomou conta do país. E como só quem leva pancada é o PT, dentro do caldeirão por enquanto só tem petista. 

Senão vejamos: O senador mineiro foi citado recentemente pelo ex-presidente do PP Pedro Corrêa como integrante de uma relação de cem políticos que estão comprometidos/envolvidos com falcatruas investigadas pela operação Lava-jato. O que se comenta nos blogs independentes é que essa denúncia estaria ligada à gordas propinas da maior estatal brasileira ao político tucano. 

O senador é ainda citado pelo doleiro Alberto Youssef como responsável pela montagem de um mensalão na estatal Furnas, que beneficiava diretamente vários deputados do PSDB, DEM e PPS, partidos que compunham a base de sustentação do governo do sociólogo. Mensalmente eram recolhidos 100 mil reais que iam forrar o bolso desses parlamentares. A denúncia foi feita ao procurador-geral da república, Rodrigo Janot, e levada ao Congresso por parlamentares petistas.

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Como a mídia não deu um pio, o procurador não encontrou "provas mais consistentes" e mandou arquivar o processo (aí sim, a imprensa divulgou). Mas prometeu que poderia reabrir o caso se surgissem novas denúncias contra o mineiro. Pois não é que surgiu!

Um diretor da empreiteira UTC, que atende pelo nome de Miranda, repassou em 2013 às mãos ansiosas do mineiro, 300 mil reais recolhidos na empresa.

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As provas, pra lá de 'consistentes', estão estampadas no próprio inquérito: "Ainda bem que esse dinheiro chegou logo, não aguentava mais essa pessoa me cobrando. E quem é essa pessoa? Miranda respondeu de pronto: Aécio Neves".

Como a imprensa hegemônica 'não tomou conhecimento' dessas histórias, e a Justiça nem aí, Aécio de La Mancha segue cavalgando no seu rocinante midiático, brandindo a espada da ética, prometendo destroçar todos os moinhos petistas.

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Não custa nada relembrar que João Vaccari e Zé Dirceu, por muito menos, estão presos pela mesmas delações, do mesmíssimo inquérito.

Como pano de fundo, a bagatela de 100 mil dólares que o delator e ex-diretor da área Internacional da Petrobrás Nestor Cerveró garante que o PSDB abocanhou durante o governo FHC como recompensa na compra da empresa argentina Perez Companc pela estatal brasileira.

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Todas essas informações estão registradas na operação Lava Jato, mas o baronato da mídia nativa não se farta de defender a sua isenção e imparcialidade. Do procurador Janot: "O pau que bate em Francisco também bate em Chico".

Tudo bem, mas até agora, mesmo com todas as denúncias e delações, não tem um único tucano ardendo na fogueira inquisional do complexo midiático-judiciário-policial, que toca a operação Lava Jato.

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E muitos brasileiros convictos de que o país está sendo passado a limpo!

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