A imprevidência de Temer
O que Temer tenta e de todas as formas impor é a falência ou mesmo o fim da previdência social, essa fundamental contenção de transferência de recursos dos segmentos populares às elites do país, visando é claro, sua integral privatização e que, em seguida, irá inexoravelmente, inviabilizar frontalmente a participação dos idosos do Brasil no mercado de consumo
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No que diz respeito a tal da reforma da previdência será se você entendeu o que está em causa? Você, de fato, consegue enxergar que terá que trabalhar mais, contribuir bem mais para ganhar bem menos? O que acha dessa equação?
Você entende a mimosa proposta do governo golpista de Michel Temer para os brasileiros? Compreende que esse dispositivo normativo irá inexoravelmente ampliar os níveis de concentração de renda desse país? Que essa política é péssima para estados e municípios e que na maior parte das localidades do país as principais fontes de rendas são os repasses e transferências às prefeituras e os ganhos dos aposentados?
O que falta entender? Consegue ver o que representa não aposentar homens de idade avançada no tempo certo? Pessoas alquebradas por longos e estafantes anos de trabalho? Com problemas pessoais e familiares dos mais graves? Consegue imaginar um senhor de setenta e cinco ou oitenta anos ainda nas lidas do serviço?
Não tem cabimento! É erro duplo, triplo ou mais! A força de trabalho deve ser renovada; essa renovação é automaticamente geração de mais empregos; mais concursos e; por conseguinte, mais agilidade e dinâmicas às frentes de trabalho.
Por sinal, se os economistas da assessoria golpista não entenderam, aposentar alguém é essencial e decisivo fator produtivo. A combinação é renovar a mão-de-obra para aposentar mais. Diferentemente do que a vulgata pensa, aposentar é bom e muito positivo para a economia.
Essa gente deveria ir em qualquer quitanda de interior e perguntar ao seu dono da importância dos dinheiros dos aposentados? Aposentados mantem sua casa, fazem compras, deixam dinheiro na quermesse, no boteco e na igreja. Criam netos, bisnetos e ainda ajudam aquele sobrinho desajustado.
As pessoas mais velhas devem parar de trabalhar para que aproveitem com atividades de maior prazer o que lhes resta de vida. O que fazer? Ora, ir a passeios, exposições, viagens, namorar, ficar com netos ou parentes, fazer caminhadas, ir a bares e festas com amigos dentre outras mil atividades.
Aliás, os aposentados já são parte considerável no mercado de consumo; como somos um país que envelhece rapidamente um imenso mercado de bens e serviços vai se formando. E não falo só da venda de remédios ou da contratação de tratadoras. Estou dizendo de toda uma enorme linha de bens e serviços feitos sob medida para esse importante segmento.
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE/2016) mostram que pessoas com mais de sessenta anos no Brasil, atualmente em torno de vinte milhões (10% da população total), irá triplicar até o ano da graça de 2050 podendo chegar a 66,5 milhões ou trinta por cento de toda a população brasileira. Acham pouco?
Conseguem imaginar o que esse contingente consome e que, é claro, ainda irá necessariamente consumir em muito breve? Pois bem... a reforma de Temer não é só inviável do ponto de vista do saneamento das contas da previdência pública o que, por sinal, não demonstra déficits segundo a apurada CPI da previdência e presidida pelo senador Paulo Paim (PT/RS).
O que Temer tenta e de todas as formas impor é a falência ou mesmo o fim da previdência social, essa fundamental contenção de transferência de recursos dos segmentos populares às elites do país, visando é claro, sua integral privatização e que, em seguida, irá inexoravelmente, inviabilizar frontalmente a participação dos idosos do Brasil no mercado de consumo.
É espantoso! Para consumir é preciso estar vivo! Para investir é preciso vislumbrar horizontes de tempo; para estar motivado para produzir mais é preciso que o tempo seja um vislumbre real e efetivo. Moribundos, ao fim, não estão interessados em maiores investimentos, ganhos ou lucros.
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