A Frente Parlamentar de Ambientalista e a Em Defesa dos Povos Indígenas apontam o desmonte em nota
A eleição de Lula e os compromissos com a agenda de meio ambiente, mudanças climáticas e povos e comunidades tradicionais pareceram um respiro aos biomas
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Por Denise Assis
Frente Parlamentar Ambientalista e a Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Direitos dos Povos Indígenas também organizaram nota em defesa da política ambientalista proposta originalmente pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Eles conseguiram enorme adesão para as assinaturas no documento e apontam para os avanços da política proposta por Lula, para o setor, agora ameaçada.
A eleição do atual presidente e os compromissos com a agenda de meio ambiente, mudanças climáticas e povos e comunidades tradicionais pareceram um respiro aos biomas e às políticas de preservação e proteção de direitos, que agonizaram com o desmonte e com a suspensão de políticas públicas. A publicação da Medida Provisória (MPV) 1154/2023, que definiu a estrutura básica da Presidência e dos Ministérios, se mostra como o primeiro passo para reconstruir políticas públicas socioambientais, com a retomada das competências próprias do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), garantindo estruturas e atribuições adequadas para o cumprimento de suas missões institucionais.
E denunciam: “Uma conquista ora ameaçada, uma vez que setores do Congresso Nacional parecem seguir no caminho contrário, no sentido de esvaziar e desmantelar as funções desses órgãos. O relatório do dep. Isnaldo Bulhões Jr. (MDB/AL) à MPV 1154/2023, apresentado no dia 23 de maio na Comissão Mista parece escancarar esse projeto de desmonte, visto que em seu cerne estão o enfraquecimento do Sistema Nacional do Meio Ambiente e do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos, originariamente coordenados pelo MMA, além do esvaziamento do MPI”.
Confiram a nota na íntegra:
O cenário ambiental brasileiro dos últimos anos foi marcado por grande resistência aos
ataques brutais, ao esvaziamento de orçamento, à desidratação de órgãos ambientais e à
destruição de normas construídas historicamente por diferentes setores da sociedade.
Índices de desmatamento em ascensão, aumento de queimadas, descrédito internacional,
perseguição contra servidores, defensores do meio ambiente e mortes de
povos/comunidades vulneráveis e ativistas são alguns dos resultados catastróficos da
(des)política socioambiental e do desmantelamento do SISNAMA (Sistema Nacional do
Meio Ambiente) e de políticas públicas estratégicas para o desenvolvimento
socioambiental do país.
A eleição do atual presidente e os compromissos com a agenda de meio ambiente,
mudanças climáticas e povos e comunidades tradicionais pareceram um respiro aos
biomas e às políticas de preservação e proteção de direitos, que agonizaram com o
desmonte e com a suspensão de políticas públicas.
A publicação da Medida Provisória (MPV) 1154/2023, que definiu a estrutura básica da
Presidência e dos Ministérios, se mostra como o primeiro passo para reconstruir políticas
públicas socioambientais, com a retomada das competências próprias do Ministério do
Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), garantindo estruturas e atribuições
adequadas para o cumprimento de suas missões institucionais.
Além disso, com a criação do Ministério dos Povos Indígenas (MPI), os povos originários
agora possuem uma pasta própria para a discussão e deliberação de suas demandas,
como a temática de demarcação de terras, a cultura, educação e cuidados com a saúde
dos povos tradicionais.
Uma conquista ora ameaçada, uma vez que setores do Congresso Nacional parecem
seguir no caminho contrário, no sentido de esvaziar e desmantelar as funções desses
órgãos. O relatório do dep. Isnaldo Bulhões Jr. (MDB/AL) à MPV 1154/2023, apresentado
no dia 23 de maio na Comissão Mista parece escancarar esse projeto de desmonte, visto
que em seu cerne estão o enfraquecimento do Sistema Nacional do Meio Ambiente e do
Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos, originariamente coordenados
pelo MMA, além do esvaziamento do MPI.
Neste cenário, destacamos os principais pontos de desmonte previstos no relatório:
• A retirada da demarcação de terras indígenas do Ministério dos Povos Indígenas
(MPI) para o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) quebrando a
espinha dorsal dos direitos dos povos indígenas;
• Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e o Sistema Nacional de
Gerenciamento A Gestão de Recursos Hídricos saem do Ministério do Meio
Ambiente e Mudança do Clima (MMAMC) e vão para o Ministério da Integração e
do Desenvolvimento Regional (MDR) quebrando o princípio da integração e
indissociabilidade da gestão das Águas e do Meio Ambiente;
• A Gestão do Cadastro Ambiental Rural (CAR) sai do MMAMC e vai para o
Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), levando um
instrumento de politica ambiental para um ministério sem essa competência
técnica;
• A Gestão de Resíduos Sólidos vai para o Ministério das Cidades e sai do MMA,
excluindo a política ambiental do setor;
• O Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento vai para o Ministério das
Cidades; excluindo a política ambiental do setor;
Diante disso, repudiamos as referidas propostas de desmonte da gestão socioambiental
no país. Nesses pontos, defendemos a necessidade de manutenção do texto original da
Medida Provisória (MPV) 1154/2023. Medida contrária irá inviabilizar a retomada das
políticas públicas brasileiras, imprescindíveis para a garantia dos direitos da sociedade
sobre o meio ambiente e dos direitos de povos indígenas e demais povos e comunidades
tradicionais, bem como essenciais para o desenvolvimento econômico e a imagem do
Brasil no exterior.
Frente Parlamentar Ambientalista
Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Direitos dos Povos Indígenas
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