A extrema direita e a captura de nossos símbolos nacionais

Apologia à ditadura e ruptura institucional eram só um dos pavorosos temas citados por esses indivíduos

(Foto: Reprodução/Twitter/@GeorgMarques)


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É de conhecimento geral que nos últimos anos grupos que se identificam com posições extremistas de direita e autoritárias se apropriaram de vários símbolos da nossa pátria. Movimento esse que começa com as manifestações de 2013 e se intensifica com a vitória do Capitão que saiu com desonra do exército, vulgo Bolsonaro, no processo eleitoral de 2018. 

Fomos acostumados a acompanhar nos jornais e tvs, tais grupos vestindo o amarelo da seleção e com a bandeira nacional. Muitos saíam às ruas gritando o famoso e péssimo bordão: “Nossa bandeira jamais será vermelha!” Gritos que ecoavam de pessoas que certamente, não tinham ideia do que estavam falando. Apologia à ditadura e ruptura institucional eram só um dos pavorosos temas citados por esses indivíduos, que querem ser chamados de “cidadão de bem”, evidente que a bondade não é uma característica fiel a essa parcela da sociedade brasileira.

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 É valida a preocupação de todos com essa apropriação de nosso símbolos e cores, pois segundo o jornalista e escritor, Oliver Stuenkel, essa tendência faz parte de uma sofisticada estratégia por parte desses extremistas, pois permite a suposta e falsa ideia de divisão das pessoas, de um lado os patriotas e do outro os inimigos da pátria. 

Foi nessa construção de patriotismo exacerbado e bisonho, que a extrema direita chega ao poder e tenta de todas formas excluir aqueles que ousam partilhar e congregar outras cores do arco íris, especialmente o vermelho. É no uso dos nossos símbolos que esses movimentos procuram produzi um país com ódio, intolerância e menos amor. Por sinal bem a cara deles. 

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