A democracia não está liquidada
Agora, com a saída do PMDB do governo, os veículos da grande mídia querem passar a mensagem à sociedade em geral e notadamente aos integrantes dos demais partidos da coligação governista de que não resta alternativa senão o desembarque, o mais rápido possível, do governo, que já teria "acabado". Não entre nesse clima de "já ganhou" ou "já perdeu"

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Por ossos do ofício, obrigatoriamente, leio praticamente todos os veículos da grande mídia e venho acompanhando, passo a passo, a construção dessa "narrativa" do impeachment da presidente Dilma, esse verdadeiro estupro da nossa Constituição.
Após várias etapas, a partir da construção de um simulacro de fato que justificasse o golpe, as chamadas "pedaladas fiscais" foram transformadas em "crime de responsabilidade", forçando completamente a barra da semântica, dos fatos e da legalidade. Até os dias de hoje, em que se pretende criar, no país, um clima de que o governo da presidenta Dilma é um cadáver insepulto, que já estaria "cheirando mal" na sala de estar, e que necessita ser enterrado de uma vez, "para o bem geral da Nação".
Agora, nesse instante, com a saída do PMDB do governo, os veículos da grande mídia querem passar a mensagem, à sociedade em geral e notadamente aos integrantes dos demais partidos da coligação governista, de que não resta alternativa senão o desembarque, o mais rápido possível, do governo, que já teria "acabado".
Uma orquestração, um embuste.
Não caia nesse logro.
Nada está decidido.
Não entre nesse clima de "já ganhou" ou "já perdeu".
Nem a fatura nem a democracia estão liquidadas.
Ainda há muito jogo a ser jogado,
E a população resiste e manifesta sua indignação diante do golpe por todo o país, à revelia do encantamento e hipnose da "flauta mágica" dos veículos do "PiG".
Pois não se pode admitir uma ilegalidade: impeachment, sem crime de responsabilidade, é GOLPE. A palavra correta é essa: GOLPE. E essa garantia foi inscrita na Constituição, pelos deputados constituintes, exatamente para que se protegesse a democracia de aventuras autoritárias.
Por isso, o STF, na condição de guardião da Constituição, deverá tornar sem efeito o impeachment, caso este venha a ser aprovado pela Câmara e, em seguida, pelo Senado.
Não se deixe iludir, abater ou enganar pelas mentiras e orquestrações da grande mídia.
Mas não se esqueça, a indignação manifesta da população não sai na Globo, na "Veja" ou no "Estadão".
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