A aliança antinacional vacilou: É preciso entender o grave momento do golpe em curso no Brasil

A desmoralização do MP e de Janot fez a aliança antinacional desviar o foco através de seu braço de mídia, a Rede Globo e, consequentemente, a opinião pública, usando os alvos prediletos da classe média e da elite brasileira: Lula e o Partido dos Trabalhadores

Janot e Pierpaolo Bottini
Janot e Pierpaolo Bottini (Foto: Daniel Samam)


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A ópera-bufa do combate à corrupção estrelada por ditos arautos messiânicos da moralidade esconde um jogo muito bruto e perverso. O objetivo real por trás de toda essa crise política e econômica é a desconstrução da nação, a falência e o descrédito total de nossas instituições e o fim de nossa soberania para que a "tigrada" (a tecnocracia estatal e financeira) assuma a direção.

A aliança antinacional, formada pela Banca (capital financeiro), pela Rede Globo e por setores da burocracia e tecnocracia estatal, tem como centro de sua agenda a criminalização da política e a liquidação do Estado Brasileiro. Querem um país subserviente, governado por tecnocratas submissos a interesses transnacionais sem qualquer mediação pela política.

Um detalhe importante, sabem quem era o encarregado no Ministério Público (MP) brasileiro pelos acordos de cooperação com o MP dos EUA? O senhor ex-procurador Marcelo Miller. Dito isso, gostaria muito de entender a decisão do Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e relator dos processos da Lava Jato, Luiz Edson Fachin, de mandar prender os executivos e canalhas da JBS, Joesley Batista e Ricardo Saud, e manter em liberdade o não menos canalha, ex-procurador, capanga de Janot e lacaio do imperialismo estadunidense, Marcelo Miller.

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Convenhamos, alguém ainda acredita que Miller agiu este tempo todo sozinho? Como capacho de Janot, negociou com um dos principais anunciantes da Rede Globo sua saída do MPF e lhes repassou informações privilegiadas sem o conhecimento e aval de seu chefe? Sendo Miller o responsável pelos acordos de cooperação do MP brasileiro com o MP dos EUA, que tipo de informações repassou aos americanos?

Imagino que Miller preso corria sério risco de "dar com a língua nos dentes" sobre o conhecimento, a orientação e a participação de Janot na negociação do acordo com a JBS, expor boa parte dos fatos e das estratégia de desmonte nacional em curso no Brasil e as relações com a Rede Globo. Janot, "isento e implacável", "corta na própria carne" do MP, mas o STF nega a prisão. A encenação é fabulosa.

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A aliança antinacional vacilou. É hora de mobilizar amplas forças na defesa da nação e na denúncia da estratégia de desmonte nacional em curso. A hora é de defender a política e o Estado Brasileiro. Exigir que Joesley e sua quadrilha paguem por todos os seus crimes. Expor a farsa comandada pela aliança antinacional contra o Brasil. Exigir apuração rigorosa e independente de tudo que ocorreu na PGR sob a tutela de Marcelo Miller. Inclusive, que acordos foram firmados com os EUA, que informações foram repassadas, etc.

A desmoralização do MP e de Janot fez a aliança antinacional desviar o foco através de seu braço de mídia, a Rede Globo e, consequentemente, a opinião pública, usando os alvos prediletos da classe média e da elite brasileira: Lula e o Partido dos Trabalhadores (PT).

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Logo, a aliança antinacional atua fortemente na criminalização de Lula através da Lava Jato. Isso explica a preservação e blindagem de Moro.

Lula é a esperança de restabelecimento da democracia, do resgate dos direitos surrupiados pelo golpe em curso e da soberania nacional. Defender Lula é defender o povo brasileiro, é defender a democracia, é defender o Brasil.

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O momento é grave. A hora é de, mesmo que com alianças táticas heterodoxas, avançar sobre o inimigo real do momento. Não podemos errar o alvo, pois o que está em jogo é o futuro da política, da nação e do Estado brasileiro.

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