50 anos em 5

Se quisermos resgatar o mínimo do que nos resta enquanto Nação, todos aqueles que contribuíram para os crimes cometidos pela República de Curitiba devem ser responsabilizados, mesmo que tacitamente



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No ano de 2014 toda a documentação da participação norte-americana no golpe civil-militar de 1964 veio à luz, até a abertura desses documentos classificados como “top secret” nos EUA ainda havia um questionamento no Brasil sobre a participação do “império” no golpe.

O documentário “O dia que durou 21 anos” (recomendo) trouxe a lume toda a história, muito bem documentada, sobre os anos que antecederam e os posteriores ao dia 31 de março de 1964, no qual são reveladas as conversas entre John F. Kennedy, e após sua morte com seu vice Lyndon B. Johnson, o embaixador norte-americano no Brasil, Lincoln Gordon, e o comando militar à época, em uma grande conspiração para depor Jango e manter o Brasil sob o jugo dos EUA, como adendo, como uma colônia na parte sul do continente.

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Agora, recentemente, sofremos outro golpe, desta vez sem tanques, mas com as togas tomando o seu lugar. Reporto-me ao ano de 2016, que felizmente, não precisou aguardar 50 anos para que fosse demonstrada, evidenciada e escancarada a participação da potência do norte, interferindo e corrompendo agentes públicos do Poder Judiciário e do Ministério Público brasileiro.

O interesse norte-americano não se resume apenas em manter a hegemonia na região, mas também, e, principalmente, para dominar e explorar as riquezas naturais e econômicas no país, bem como de toda a região, mantendo o controle e evitando concorrência para as suas empresas e negócios.

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As mensagens trocadas entre Sérgio Moro – me recuso a chamá-lo de juiz – e os pseudos Procuradores da República, parcialmente reveladas pelo site The Intercept na #Vaza-Jato, e, hoje liberadas pelo STF a defesa do Presidente Lula, por fazerem parte da Operação Spoofing, desvelaram toda a corrupção destes agentes públicos, membros do Poder Judiciário e Ministério Público.

O que ficou evidente nos diálogos divulgados é que a República de Curitiba nunca se interessou em investigar e punir casos de corrupção. Isso foi apenas uma narrativa, também usada na década de 60 para desacreditar um governo de esquerda, popular e soberano no Brasil.

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Mais uma vez a gana imperialista norte-americana atuou em conluio com membros do poder público brasileiro – em 64 com militares e em 2016 com juízes e procuradores – para roubar a soberania, independência econômica e de utilização dos recursos naturais nacionais, em benefício de interesses geopolíticos e do mercado estadunidense. (Ver documentário Lava Jato entre 4 paredes e Sérgio Moro: A Construção de um Juiz Acima da Lei)

Assim como em 64, a participação da mídia nacional foi crucial para o êxito do golpe. Sua participação foi determinante para que os lavajatistas levassem à frente essa fraude processual, arquitetada em conjunto com o Departamento de Justiça norte-americano, com o fim de quebrar empresas brasileiras e abrir mercado para as empresas norte-americanas, bem como se apossar do petróleo brasileiro através de suas petroleiras, tirar a Petrobrás da concorrência, roubar sua alta tecnologia, e, ainda de quebra ter um governante totalmente submisso aos interesses políticos Yankees na região. 

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Não há outra definição para Sérgio Moro, Deltan Dallagnol e sua trupe que não a de CORRUPTOS. Não há uma linha de lisura, seriedade ou qualquer fundamentação jurídica válida nos processos conduzidos por essas pessoas. 

A operação Lava Jato deve ser anulada integralmente e para todos os que nela foram acusados e condenados, não há o que aproveitar, ela foi formulada e conduzida por agentes públicos que se corromperam e utilizaram seus cargos para beneficiarem governos e empresas estrangeiras em detrimento do país.

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O único caminho é extirpá-los, os que ainda permanecem, do serviço público, bem como impedi-los do exercício da advocacia (pois são pessoas que manipulam e ofendem o Estado Democrático de Direito), além de responsabilizá-los civil e criminalmente.

Se quisermos resgatar o mínimo do que nos resta enquanto Nação, todos aqueles que contribuíram para os crimes cometidos pela República de Curitiba devem ser responsabilizados, mesmo que tacitamente.

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Responsabilizar todos os que agiram comissiva e omissivamente permitindo o golpe de 2016 entre desembargadores do TRF4, ministros do STJ e STF, procuradores, políticos e jornalistas é a única forma de resgatarmos o que nos resta de democracia.

A anistia dos crimes cometidos por militares, em nome do Estado ditatorial instalado com o golpe de 1964, nos levou a toda essa hipocrisia e a um novo golpe, com a ascensão de um psicopata na Presidência da República e um imbecil na área econômica.

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Desta vez não precisaremos de 50 anos para confirmarmos quem são aqueles que impedem o Brasil de ser uma nação livre e soberana, até porque há algumas figurinhas repetidas.

Em 5 anos a corrupção e traição da República de Curitiba foi desnudada. Não necessitamos mais da abertura de documentos “top secret” nos EUA para descobrirmos a ação criminosa dos Yankees em conluio com corruptos nacionais para roubar e escravizar o Brasil.

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