Operação flagra trabalho escravo em Salvador

Trabalhadores recrutados pela GAF Logística, do Rio de Janeiro, ganham até R$ 40 para distribuir listas telefônicas em Salvador; Darcilínia Gomes da Silva, 58 anos, conta que faz o trabalho há cinco anos; "Quando voltar para o Rio o pessoal me dá uns R$ 40 ou R$ 50. Melhor do que nada"; dois homens foram presos em flagrante

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Bahia 247

Operação conjunta do Ministério Público do Trabalho (MPT), da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE) e da Polícia Federal (PF) prendeu em flagrante José Arildo Rodrigues e Edson Muniz da Silva por manter trabalhadores em regime de escravidão.

Dezessete trabalhadores foram resgatados de um grupo que prestava serviços à empresa GAF Logística Ltda., com sede no Rio de Janeiro, de onde eles vieram para trabalhar na distribuição de listas telefônicas da Telelistas.net. Operação foi feita depois de denúncias de moradores do bairro do Doron, onde havia um casa alugada para abrigar 30 trabalhadores.

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De acordo com a assessoria do MPT, o diretor da GAF Logística, Gustavo Campilho, confirmou a contratação e se dispôs a vir a Salvador para iniciar o processo de indenização dos trabalhadores e esclarecer os fatos.

Para o auditor fiscal do trabalho Joatan Reis, "o número de trabalhadores vítimas da empresa deve ser ainda maior e na próxima semana devemos chegar a mais dois grupos que temos notícia que estão alojados em outros locais da cidade."

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Ele se refere à informação dos próprios aliciadores de que há mais dois aliciadores comandando grupos semelhantes que estão em casas alugadas em outros bairros.

Os trabalhadores revelaram que recebem pelo serviço de entrega das listas R$ 200 e alguns disseram que o valor recebido chegava até R$ 40.

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"Nunca vi uma situação dessas, pessoas se deslocando de suas cidades natais para trabalhar em troca de esmola", disse a procuradora Virgínia Senna.

Uma das trabalhadoras resgatadas, Darcilínia Gomes da Silva, 58 anos, conta que faz esse tipo de atividade há cinco anos. "Uma pessoa da minha idade não acha emprego fácil. Então prefiro vir para outras cidades para esse trabalho e ganhar o que dá".

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Ela revelou que recebia gorjetas de pessoas para as quais entregava as listas telefônicas e era com esse dinheiro que fazia lanches e pagava o transporte. "Depois quando voltar para o Rio o pessoal me dá uns R$ 40 ou R$ 50. Melhor do que nada".

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