Ministro fica no PSB e quer reunir Dilma e Campos
Com as críticas cada vez mais frequentes do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), à gestão da presidente Dilma Rousseff (PT), setores do PT pressionam a petista a romper com o pessebista; em função disto, voltou a circular a informação de que o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, pode deixar o PSB e ingressar no PT, ao invés de ser demitido; a possibilidade foi desmentida pelo próprio ministro, que também disse ao PE247 que a presidente Dilma estaria programando uma visita a Pernambuco na próxima semana, provavelmente na próxima segunda-feira
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Leonardo Lucena e Paulo Emílio _PE247 – Com as críticas cada vez mais frequentes do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), à gestão da presidente Dilma Rousseff (PT), setores do PT pressionam a petista a romper com o pessebista. Em consequência de um possível rompimento, circula novamente nos bastidores, em Brasília (DF), a informação de que o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, pode deixar o PSB e ingressar no PT, ao invés de ser demitido. A possibilidade foi desmentida pelo próprio ministro que também disse ao PE247, que a presidente Dilma estaria programando uma visita a Pernambuco na próxima semana, provavelmente na próxima segunda-feira.
O PSB ocupa dois cargos no Governo Dilma. Além de Integração, comanda a Secretaria Nacional dos Portos, com Leônidas Cristino. Não há especulações, até o momento, sobre uma possível demissão do dirigente, mas sim a do presidente da Companhia Hidrelétrica do Vale do São Francisco (Chesf), João Bosco de Almeida, indicado por Eduardo Campos, potencial candidato a presidente da República em 2014. “Nem sei de onde partiu esta informação e nem me preocupo em saber. Isto é conversa fiada”, disse Fernando Bezerra ao PE 247.
As recentes declarações de Campos, em reunião com empresários em São Paulo, praticamente, cravam a candidatura do governador pernambucano ao Palácio do Planalto. O socialista disse que é possível fazer muito mais pelo Brasil. Embora o próprio gestor não queira falar sobre as próximas eleições, 2013 deve ser um ano no qual as críticas do gestor ao Governo petista serão frequentes.
Este deverá ser um dos motes do encontro que está sendo agendado entre Dilma e Eduardo na próxima semana. “Como o próprio Eduardo vem dizendo reiteradamente, primeiro é preciso vencer 2013. 2014 deve ficar para 2014. Um encontro entre eles, frente a frente, deverá servir para colocar um fim a estas especulações que, se não atrapalham a agenda administrativa, provocam ruídos. Uma conversa direta ajuda a definir posições de ambos os lados”, disse o ministro.
Sobre a possibilidade de deixar a legenda socialista, Bezerra foi taxativo. "Isto não existe”, declarou. Uma das razões para a permanência do ministro no PSB está no fato dele estar cotado como uma das possíveis alternativas para suceder Eduardo Campos no Governo do Estado. E tanto o governador como Fernando Bezerra, já se mostraram irritados com esta especulação. No caso de migrar para outra legenda, as chances de Fernando disputar a sucessão estadual seriam praticamente limadas.
De qualquer forma, um rompimento entre PT e PSB com troca de partido por parte de FBC causará estragos na relação entre as legendas, algo que, no momento, não interessa a ninguém.
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