Maldição do metrô deve afastar Wagner de ACM

"Nós temos que pensar no povo de Salvador. A menos que alguém me diga: 'Não. É melhor para Salvador ficar só com ônibus e não tem metrô'. Se for, não tem problema, me avise que eu gasto R$ 600 milhões em outras obras que Salvador também precisa", disse o governador Jaques Wagner; ACM Neto, por sua vez, já trabalha com a hipótese de botar o metrô e funcionamento o metrô calça curta (de seis quilômetros)

Maldição do metrô deve afastar Wagner de ACM
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Romulo Faro - Bahia 247

A maldição lançada ao metrô de Salvador é tão tenebrosa que já põe em risco até a boa relação inédita entre o governador Jaques Wagner, do PT, e o prefeito ACM Neto, do Democratas (DEM).

E foi exatamente sobre o metrô a primeira tentativa de acordo entre os dois gestores, logo nos primeiros dias do governo de ACM Neto. Algumas reuniões já aconteceram para que a prefeitura entregue ao Estado a concessão do metrô 'calça curta', o de seis quilômetros que vai da Estação da Lapa ao Acesso Norte (Rótula do Abacaxi), mas nada foi resolvido.

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Primeiro, o ponto de discórdia era a intenção do Estado de controlar também as estações metroviárias. Agora, o embate se dá pela discordância sobre o modelo de bilhete único para tarifação integrada do metrô com as linhas de ônibus que farão alimentação do sistema.

Desde domingo, Estado e prefeitura acusam um ao outro de querer elevar o valor da tarifa. Pelo visto, parece que Jaques Wagner cansou primeiro. "Nós temos que pensar no povo de Salvador. A menos que alguém me diga: 'Não. É melhor para Salvador ficar só com ônibus e não tem metrô'. Se for, não tem problema, me avise que eu gasto R$ 600 milhões em outras obras que Salvador também precisa", disse o governador em entrevista ao jornal A Tarde.

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Mas ACM Neto parece não se intimidar e, aparentemente prevendo o insucesso na tentativa de acordo com o governador, diz que tem um plano 'b'. "Vamos ao limite em busca de um entendimento", diz o democrata, que, porém, cogita ressuscitar a ideia de pôr em operação o metrô calça curta, aquele que é construído há 14 anos ao custo de R$ 1 bilhão.

"Vamos apresentar uma proposta para viabilizar o funcionamento dos seis quilômetros já existentes". A última reunião entre o democrata e o petista aconteceu na quinta-feira (14). Acabou sem acordo.

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Sobre os seis quilômetros, vale lembrar que Jaques Wagner condicionou seu funcionamento ao do metrô da Paralela, anunciado por ele há quase dois anos e que sequer foi licitado. O governador diz que a licitação está pronta, mas que só pode lançá-la quando a prefeitura assinar a transferência do calça curta para o Estado. Se é que ainda haverá transferência.

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