João despista: "nem estava lembrado das eleições de 2014". Acredita?
O prefeito de Aracaju quer paz para administrar, por isso jamais assumiria pretensões de disputar o Governo tão precocemente; João diz que aracajuano não o escolheu para ser "galo de briga" e prega o amor entre as forças políticas do Estado: "eu converso com todos, com o governador, com os irmãos Amorim, os senadores, os deputados, e isso faz parte da boa administração"
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Valter Lima, do Sergipe 247 – Governador de Sergipe por três mandatos. Quase uma dezena de eleições disputadas. Agora, prefeito da capital, em namoro com a população e tendo como governador do Estado e presidente do País nomes do PT, adversário histórico do seu partido, o DEM, João Alves Filho não quer saber de confusão. Quer administrar a capital, mantendo um bom diálogo com todas as outras forças políticas do Estado. “O aracajuano não me escolheu para ser galo de briga, brigando com o governador, a Assembleia, a Câmara”, disse.
Por isto, João dá de ombros a todas as especulações de uma aliança entre PT e DEM e ignora a agonia de adversários e de aliados de ocasião que o querem por perto em 2014. Na manhã desta segunda-feira (11), quando anunciou a reforma da histórica Praça Camerino, o prefeito da capital afirmou que seu compromisso “agora” é com a administração. E disse mais: “não estou preocupado com a eleição de 2014. Eleição para eu me preocupar agora só daqui a quatro anos”.
Diante do que falou João, o NE Notícias, de propriedade do radialista Gilmar Carvalho (PR), suplente de deputado estadual e uma das vozes do grupo liderado pelos irmãos Amorim, logo falou em “decepção de governistas”. Apressado. Não seria, no mínimo, também “alívio dos Amorim”?
A entrada de João no próximo pleito embaralha a disputa. O mesmo Gilmar disse em seu programa de rádio na manhã desta segunda-feira que o “jogo político de 2014 estava zerado”, diante de possíveis candidaturas de Valadares e João, o que foi repisado pelo deputado federal do PT, Márcio Macêdo.
Este, por sua vez, rechaçou uma aliança entre PT e DEM, mas ressaltou que a disputa que se aproxima terá como protagonista da base do Governo o PMDB de Jackson Barreto e não o PT. Seria uma forma de amenizar e justificar a tão questionada suposta aliança com o DEM?
Voltando a João, ele disse que tem procurado “ser flexível, mantendo o diálogo com todos os segmentos, sem se fechar em copas e sem buscar questões históricas de rivalidades”. E arrematou: “Eu converso com todos, com o governador, com os irmãos Amorim, os senadores, os deputados, e isso faz parte da boa administração”. Em outro momento, ainda mais evasivo, o prefeito da capital soltou essa: “eleição é um assunto para 2014, que eu nem estava lembrado”. Difícil acreditar!
A entrevista desta segunda-feira tem um único objetivo: acalmar os boatos de agora e despistar a imprensa. O João que diz nem estar lembrado do pleito do próximo ano é o mesmo que só se assumiu candidato no dia das convenções. E assim o fez em 2010 e em 2012, quando nem estava ocupando cargos públicos.
Agora, sendo prefeito, com uma cidade inteira para administrar e com apenas 70 dias de mandato, ele não fugiria do tom de sua cantiga de não falar em candidaturas. É preciso calma. E isto tem faltado aos que já sonham com a vitória no ano que vem, pois temem que o pesadelo da candidatura de João estrague os seus apressados planos.
Foto: Pedro Leite
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