Grêmio pede revisão do contrato da Arena
Análise já permitiu a conclusão por parte do Conselho de Administração de que caso o contrato vigente seja mantido, o clube se inviabilizará financeiramente; isso ocorre em função da migração de um número expressivo de sócios do anel superior para outros setores do estádio; quarto anel seria comprado pelo Grêmio por R$ 23 milhões anuais
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Nícolas Pasinato, do portal Sul 21
A direção do Grêmio está realizando um estudo de revisão do contrato da Arena. A análise já permitiu a conclusão por parte do Conselho de Administração de que caso o contrato vigente seja mantido, o clube se inviabilizará financeiramente.
Isso ocorre em função da migração de um número expressivo de sócios do anel superior para outros setores do estádio. O quarto anel seria comprado pelo Grêmio pelo valor de cerca de R$ 23 milhões por ano à OAS para acomodar os 25 mil associados que fizeram a migração do Olímpico para a Arena. Com o deslocamento de parte dos associados para outros setores do estádio, como cadeiras próximas do gramado e cadeiras gold, onde o responsável pela venda do espaço é a empresa Arena Porto Alegrense e não o Grêmio, o custo do "aluguel" do Grêmio saltou para aproximadamente R$ 42 milhões anuais.
No ano passado o quadro social faturou cerca de R$ 30 milhões. Com o reajuste na mensalidade na Arena, o faturamento anual quase dobraria em 2013, e mesmo com pagamento pelo anel superior, ainda restaria um superávit de valores semelhantes ao de 2012. O clube não contava, porém, com o deslocamento dos associados para outras partes do estádio e o consequente encarecimento do valor a ser destinado para a OAS para garantir o espaço dos sócios, o que também reduziu consideravelmente os lucros que teria com a receita desse setor.
"As estimativas iniciais não se confirmaram na medida que muitos sócios migraram para outras áreas. Isso praticamente inviabiliza o clube, que fica sem caixa para a gestão diária. Nós tínhamos a receita do quadro social e da receita dos jogos, o que dava a cobertura para os pagamentos do dia. Ficar sem nenhuma delas é complicado", diz Renato Moreira, integrante do Conselho de Administração do Grêmio.
Segundo Moreira, o clube está buscando uma fórmula que altere os rendimentos do quadro social, mas afirmou que não há ainda nenhuma proposta concreta, uma vez que as negociações estão em fase inicial. "Está sendo feito um estudo pela área financeira do Grêmio. Eles (OAS) também deverão avaliar a questão de modo que a gente possa chegar a um acordo que seja bom para ambos", afirma.
Precisamos ver se é ou não vantajoso, diz Moreira sobre compra da Arena
A possibilidade da compra do estádio existe em cláusula do contrato e não é descartada pelos dirigentes. Renato Moreira, porém, diz que ainda não foi feita nenhuma proposta à OAS nesse sentido. "Essa é uma possibilidade, que está no contrato e é normal que seja examinada. Precisamos ver se é ou não vantajoso para o clube exercer essa opção. Tudo vai depender dos cálculos econômicos e financeiros que a área técnica for produzir e que darão o caminho para a gente seguir", explica.
Conforme Moreira, não há sinal de resistência por parte da construtora em realizar mudanças contratuais. "Nada foi questionado. A OAS se colocou como parceira e aceita uma discussão em torno da revisão do contrato. Vamos sentar e ver uma forma para que o Grêmio seja viável. Não interessa ninguém que o Grêmio se inviabilize", analisa.
A entrega do Olímpico à OAS está marcada para o dia 31 de março. Mas, conforme Moreira, a troca de chaves entre os estádios deve ocorrer após essa data. Isso porque está condicionado no contrato que o Olímpico seja entregue somente quando o novo estádio esteja totalmente concluído, o que não deve ocorrer até a data prevista.
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