FHC quer Alckmin para pacificar Aécio e Serra
Ex-presidente não quer partido divido na sucessão presidencial de 2014; QG do governador de São Paulo tenta adiar ida do senador mineiro ao Congresso Estadual do PSDB até que entrave com serristas seja resolvido; Serra ameaça ida ao PPS caso não assuma presidência do partido
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247 - O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, padrinho da candidatura de Aécio Neves ao Palácio do Planalto em 2014, quer que o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin o ajude na busca de um acordo com José Serra para a composição da nova direção nacional da sigla. Ele quer evitar que o partido chegue à sucessão presidencial mais uma vez dividido.
Serra tem mandando um recado direto para o presidente da legenda, seu ex-amigo Sérgio Guerra, e ao senador e aparentemente amigo Aécio Neves: ou entra na convenção partidária, adiada de final de março para maio, com tudo certo para ser eleito presidente do PSDB, ou pega suas intenções de voto para presidente da República e muda de partido. O PPS, de Roberto Freire, já idealiza uma chapa com o tucano para 2014.
Alckmin é contra a hipótese de Aécio dirigir a sigla. Acha que poderá se expor indevidamente antes da hora. Para acalmar os ânimos com os serristas, tem proposto oferecer a direção do Instituto Teotônio Vilela (ITV), órgão de formação política do PSDB, ou a vice-presidência da sigla, atualmente ocupada por Alberto Goldman, aliado do ex-governador de São Paulo.
Nesse fogo cruzado, Alckmin quer evitar que Aécio se queime em São Paulo na próxima semana. Leia na coluna de Vera Magalhães, da Folha:
Para depois
O QG de Geraldo Alckmin vem tentando adiar a ida de Aécio Neves ao Congresso Estadual do PSDB, marcada para o dia 25. Aliados do governador entendem que o presidenciável precisaria eliminar entraves com o grupo de José Serra antes de iniciar "imersão paulista".
Dois em um
Embora o ex-presidente FHC tenha confirmado presença, interlocutores de Aécio acreditam que ele só deve manter a agenda caso tenha compromisso de que Alckmin o acompanhará. "Aparecer na foto sozinho em São Paulo não será bom sinal", diz um grão-tucano.
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