Eduardo Campos e Aécio buscam apoio em Brasília

Pré-candidatos à Presidência da República, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), e o senador mineiro Aécio Neves (PSDB) percorrem os corredores de Brasília em mais uma etapa de suas articulações com vistas para 2014; enquanto o tucano deve ampliar as críticas ao Governo, começando pela queda no valor das ações da Petrobras, o socialista vai buscar reforçar os diálogos com lideranças políticas de forma a abrir os caminhos para se tornar mais conhecido fora do Nordeste

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PE247 – Pré-candidatos à Presidência da República, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), e o senador Aécio Neves (PSDB-MG) percorrem os corredores de Brasília em mais uma etapa de suas articulações com vistas para 2014. Enquanto o tucano deve se ater as críticas em referência à queda das ações da Petrobras, em valor de mercado foi de US$ 53,9 bilhões nos dois primeiros meses deste ano, o socialista vai reforçar os diálogos com lideranças políticas e, aos poucos, abrir caminhos para se tornar mais conhecido fora da Região Nordeste.

O senador mineiro fará um seminário no Instituo Teotônio Vilela para ex-dirigentes e especialistas da Petrobras com o slogan “Recuperar a Petrobras é nosso desafio, a favor do Brasil, a favor da Petrobras”. A estatal brasileira, que já foi a segunda maior petroleira do mundo e hoje é a oitava, perdeu 47% em valor de mercado nos últimos dois anos. Além disso, perdeu o posto de maior empresa da América Latina para a estatal petrolífera da Colômbia, Ecopetrol.

A ideia do tucano é aprofundar as críticas a cada um dos 13 fracassos do PT apontados por ele ao longo dos anos em que o Partido dos Trabalhadores esteve à frente do Executivo nacional, começando pela perda de valor da Petrobrás. À noite, o parlamentar tem um jantar na casa do governador de Minas Gerais, Antônio Anastasia (PSDB). No encontro serão discutidas as estratégias de pré-campanha nos estados e a formação da Executiva Nacional do partido, que será presidida pelo senador a partir de maio. Porém, vale lembrar que pode ocorrer uma prévia no final do ano entre Aécio e o ex-governador de São Paulo, José Serra, que brigam para exercer um papel de protagonismo na legenda e assim definir o candidato tucano à sucessão da presidente Dilma Rousseff (PT).

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Por sua vez, o gestor pernambucano, Eduardo Campos, que sempre desconversa sobre a sua candidatura dizendo querer evitar a antecipação do debate eleitoral, se encontra com o governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo (PSB). De acordo com o deputado federal e um dos principais articuladores políticos do PSB, Beto Albuquerque (RS), embora o tema principal seja o Pacto Federativo, não comparecerão apenas os seis governadores socialistas, o que amplia o leque de discussão para possíveis alianças visando as eleições do próximo ano.

Também estará emdiscussão, provavelmente, as estratégias para tornar o nome do socialista mais conhecido fora do Nordeste. A realização de palestras é uma das apostas do gestor e a primeira delas acontecerá no próximo dia 21, na Bahia, quando o governador falará para um Fórum de Empresários. No dia 25, ele se encontrará com representantes da Força Sindical, que já anunciou apoiar a candidatura de Campos à Presidência. No dia 9 de abril, o governador também fará uma palestra no Rio Grande do Sul, durante o Fórum da Liberdade, organizado pelo Instituto de Estudos Empresariais.

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De fato, o confronto entre Campos e Aécio Neves deve se intensificar no decorrer dos próximos meses, sobretudo porque surgiram especulações de que tucanos ligados a José Serra estariam se aproximando do governador pernambucano. Os aliados de Serra estariam vendo em Campos uma alternativa ao projeto do PT, embora o PSB ainda integre a base do Governo Dilma.

Vale ressaltar que apesar das especulações em torno de uma possível aliança entre as legendas, esta possibilidade já foi descartada veementemente pelos socialistas. Ou seja, se para Campos a dificuldade será ampliar o leque de alianças e ganhar votos fora do Nordeste, caso ele realmente seja candidato, para Aécio Neves as dificuldades passam pelo relativo enfraquecimento do seu partido e ainda, a possibilidade de uma prévia partidária.

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De qualquer forma, o senador prefere, pelo menos por enquanto, concentrar as suas críticas junto ao PT. Quanto a Eduardo Campos, Aécio ainda não foi incisivo nas alfinetadas ao gestor, até porque a candidatura de Campos não está totalmente definida. Ataques a Dilma, tanto Aécio como Campos fazem desde o ano passado. Resta saber que estratégias Campos e Aécio adotarão para vencerem o confronto entre si, pois, até agora, ambos não tiveram um comportamento típico de adversários, preferindo mirar o alvo favorito para o pleito 2014 até o momento: a presidente Dilma.

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