Crise de água em Valparaíso está perto do fim, diz secretário

João Balestra, das Cidades, avisa que após audiência entre senador Gim Argello (PTB), técnicos do governo de Goiás, do Ministério das Cidades e da CEF chegou-se ao consenso de que é preciso liberar de imediato o fornecimento de água para os bairros e municípios vizinhos do Entorno do DF que não têm nada a ver com suspeitas de irregularidades e ligações clandestinas

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Goiás247_ Está perto do fim a crise no sistema de abastecimento de água no município de Valparaíso. Depois de uma audiência entre o senador Gim Argello (PTB), técnicos do governo de Goiás, do Ministério das Cidades e da Caixa Econômica Federal (CEF), chegou-se ao consenso de que é preciso liberar de imediato o fornecimento de água para os bairros e municípios vizinhos do Entorno do Distrito Federal que não têm nada a ver com suspeitas de irregularidades e ligações clandestinas.

A informação é de João Balestra, secretário das Cidades em Goiás. Balestra afirmou que a solução encontrada pelas partes é justa porque não penaliza residências que não tem nada a ver com a crise. Os representantes do governo federal prometeram oficializar a decisão no site do Ministério das Cidades até quinta-feira, 28). "O assunto é tratado como prioridade por nós, do governo Marconi Perillo. É fundamental que a situação seja regularizada ainda esta semana".

O que ocorre que, em alguns bairros de Valparaíso, inúmeras unidades habitacionais foram construídas nos últimos anos sem informar a Saneago. As ligações clandestinas provocaram uma pane na rede de abastecimento, que o governo de Goiás só vai resolver em definitivo em 2014, com a conclusão das obras da barragem do rio Corumbá.

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Como existem muitas novas casas em construção no município com recursos do programa Minha Casa, Minha Vida, a presidente Dilma Rousseff ordenou a interrupção imediata dos repasses - realizados pela Caixa. Como efeito imediato, os construtores deram início a uma onda de demissões, que está causando o aumento do desemprego, da pobreza e da criminalidade em todos os municípios da Ride (Rede Integrada de Desenvolvimento do Entorno).

"Tivemos que cortar o financiamento para todos os municípios da Ride porque não conseguíamos ter um diagnóstico preciso. As novas casas não foram construídas com financiamento do Minha Casa, Minha Vida", explicou Rui Pires, do Ministério da Fazenda. "O mais adequado é que o governo federal libere empreendimentos em Águas Lindas, Alexânia, Luziânia e bairros onde o abastecimento de água está normalizado. É melhor que haja uma intervenção cirúrgica no local onde há o problema", disse João Balestra.

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Com a paralisação das obras, além das 140 mil famílias sem casa, 30 mil trabalhadores da construção poderiam ficar sem emprego.

Em Valparaíso, onde concentra-se a crise, a Saneago está avançando em tratativas com os construtores das novas casas para que eles financiem, por conta própria, a construção de pelo menos dez poços artesianos e dois reservatórios. Estas obras, de acordo com Olegário Martins Teixeira, técnico da Saneago, conseguirão resolver o problema de abastecimento na região até 2014, quando fica pronta a obra no Corumbá.

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