Bom início em São Paulo

Há pouco mais de dois meses no comando da capital paulista, o prefeito Fernando Haddad tem mostrado disposição incessante para enfrentar os muitos desafios que estão colocados. Já estava mais do que na hora de recolocar São Paulo nos trilhos



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Há pouco mais de dois meses no comando da capital paulista, o prefeito Fernando Haddad tem mostrado disposição incessante para enfrentar os muitos desafios que estão colocados. Iniciativas adotadas em diversas frentes mostram que o prefeito já deu a largada para o início da grande reforma urbana que a cidade necessita.

Uma dessas ações, anunciada no início do mês, é a parceria com os governos estadual e federal, no âmbito do "Minha Casa, Minha Vida", e com a iniciativa privada, para a construção de 20 mil unidades habitacionais no centro da cidade de São Paulo. Os imóveis serão destinados aos trabalhadores da região que não possuem moradia própria.

Os investimentos serão de R$ 4,6 bilhões e as obras serão contratadas até outubro deste ano, com entrega prevista no prazo de dois a seis anos. Cada unidade habitacional custará, em média, R$ 20 mil e os imóveis serão distribuídos entre pessoas de níveis de renda diferentes. Além disso, cerca 2.000 unidades devem ser destinadas a entidades pró-moradia habilitadas pela Secretaria de Estado da Habitação.

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Segundo Haddad, essa iniciativa ajudará a corrigir o grave desequilíbrio que afastou o morador do seu posto de trabalho, causando transtornos, sobretudo, na questão da mobilidade urbana, que não se resolve só com transportes. A estimativa é de que com as novas moradias, entre 20 e 40 mil trabalhadores deixem de se deslocar dos bairros distantes para seus locais de trabalho, no centro da capital. Outro aspecto importante ressaltado pelo prefeito é que essa reordenação permitirá que o centro seja representativo de todas as camadas sociais. Excelente começo para reorientar o desenvolvimento urbano da capital, aproximando emprego e moradia e melhorando a mobilidade.

O processo de implementação do Arco do Futuro, eixo estruturador das novas políticas de desenvolvimento urbano, econômico e social, cujo objetivo maior é reverter a relação desequilibrada entre a periferia e o centro, cujo edital para a construção do primeiro trecho – o Arco do Tietê - já foi lançado. O programa a ser implantado por meio de parcerias público-privadas prevê a revitalização de uma área equivalente a 40 parques do Ibirapuera.

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O prefeito também já tomou a frente de questões com as quais se comprometeu durante a campanha, como a mudança das atuais regras para a inspeção veicular. Nesta última semana, foi aprovada na Câmara Municipal a proposta de autoria do Executivo que estabelece o Plano de Controle de Poluição Veicular do Município e permite o reembolso da taxa de R$ 47,44 a quem tiver veículo aprovado na vistoria.

Para elevar a qualidade do ensino, a atual gestão já começou a articular parcerias, tanto institucionais como com o governo federal, para melhorar a formação dos professores e gestores de Educação. A ideia é criar pontos de formação utilizando a estrutura dos CEUs e ampliar o número de bolsistas no Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (Pibid), que oferece bolsas para estudantes de licenciatura, de modo que estes direcionem suas linhas de pesquisa para atividades que possam ser aplicadas nas escolas.

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Na Saúde, área apontada pelos paulistanos como a mais problemática, começam a ser resolvidas as questões mais urgentes. Para reduzir a fila de 800 mil pessoas que aguardam a realização de exames e cirurgias, a prefeitura irá realizar nos próximos três meses 90 mil exames importantes para a prevenção de doenças em mulheres, como mamografias e ultrassonografias, cuja demora estimada é hoje de 190 dias. A prefeitura também dará início neste semestre à composição da Rede Hora Certa, reformando cinco ambulatórios de especialidades que serão dotados de estrutura para a realização de consultas, exames e pequenas cirurgias.

Para os Transportes, outra área crítica para a capital, o prefeito determinou a abertura de crédito adicional no orçamento de mais de 32 milhões de reais. Esses recursos serão destinados a obras de implantação e revitalização de corredores de ônibus. Segundo a prefeitura, seis corredores já estão com editais abertos e deverão começar a ser construídos neste ano. Já o bilhete único mensal está em fase de estudos, com previsão de implantação para o segundo semestre.

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Na área de Segurança Pública, diante do recrudescimento da violência que a gestão tucana no governo estadual não consegue administrar, foram anunciadas medidas para garantir o abastecimento de energia e melhorar a iluminação das vias públicas, uma ação preventiva determinante para a redução da violência - e que constava do programa eleitoral de Haddad. A guarda civil também terá função mais atuante na defesa dos cidadãos com aumento do efetivo durante a noite. A prefeitura encomendou ainda um mapa da violência, a fim de diagnosticar quais áreas precisam de maior atenção.

Outro aspecto que já se revela diametralmente oposto na gestão do atual prefeito em relação ao seu antecessor é o entendimento de que é necessário manter diálogo permanente com a população. A revisão do Plano Diretor da cidade, por exemplo, deverá ser amplamente discutida com a sociedade. Estão previstas reuniões nas 31 subprefeituras para ouvir críticas e propostas, além de audiências públicas com os cidadãos. Esse processo participativo é crucial para dar voz a todos os segmentos sociais, trazendo para o debate interesses diversos que precisam ser conformados.

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Já estava mais do que na hora de recolocar São Paulo nos trilhos, o que só será possível enfrentando os problemas atuais com novas soluções urbanísticas de moradia e de convivência, investimentos em transportes, criação e recolocação de equipamentos públicos, conjugando desenvolvimento urbano, econômico e social.

O grande desafio para os próximos 20 anos é ter uma cidade mais equilibrada e menos desigual, com mais oportunidades e melhor qualidade de vida para todos. É evidente que há um longo caminho a percorrer até que as obras sejam executadas e comecem a reverter os atuais problemas, mas o bom início representa um alento diante da inércia em que a cidade estava mergulhada.

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