Aleluia: modelo do Estado elevaria tarifa dos ônibus
Depois da reunião que deu em nada entre o prefeito ACM Neto e (DEM) e o governador Jaques Wagner (PT), o secretário de Urbanismo e Transporte de Salvador, José Carlos Aleluia, deixou claro neste sábado que o impasse sobre a pilhéria chamada 'Metrô de Salvador' está longe do fim: "Se cedermos à atual proposta do governo do estado, haverá necessidade de aumentar a passagem de ônibus; conheça a proposta do Estado
✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.
Bahia 247
Apesar dos discursos otimistas de representantes do Estado e do município, parece que a maldição que acomete o metrô de Salvador há 14, ao custo de mais de R$ 1 bilhão anos está longe de ser erradicada.
Depois da reunião que deu em nada entre o prefeito ACM Neto e (DEM) e o governador Jaques Wagner (PT) ontem, o secretário de Urbanismo e Transporte de Salvador, José Carlos Aleluia, deixou claro neste sábado que o impasse está longe do fim.
O mais novo motivo que impede a operação do trecho 'pronto' de seis quilômetros (da Lapa à Rótula do Abacaxi) é fato de o governo do estado, que vai administrá-lo, só querer pô-lo em funcionamento junto com o da Paralela, anunciado por Jaques Wagner há dois anos e que sequer foi licitado.
"Se cedermos à atual proposta do governo do estado de, considerando uma tarifa integrada de R$ 2,80, apenas R$ 0,95 serem repassados aos ônibus, ficando o metrô com R$ 1,75, haverá necessidade de aumentar a passagem de ônibus para prejuízo de toda a população", diz Aleluia.
Conforme entendimento de ACM e de Wagner, a capital baiana terá sistema de transporte de massa integrado, composto pela chamada Linha 1, pelo metrô da Paralela e por corredores exclusivos de ônibus para alimentação do transporte sobre trilhos.
Aleluia diz ainda que mesmo depois de concluídas as Linhas 1 e 2, o metrô, quando em operação, atenderá diretamente apenas 3% da demanda total de usuários das viagens do transporte coletivo da cidade, chegando a 30% com o abastecimento de passageiros que deverá ser feito pelos ônibus. "Enquanto isso, 70% da demanda de usuários continuará sendo transportada apenas por ônibus".
Aleluia explica que o impasse nas negociações com o governo do estado vem se dando em razão principalmente da decisão da Prefeitura de não onerar a população e da necessidade de preservação do equilíbrio financeiro do sistema de transporte público da cidade.
"Não é viável economicamente nem financeiramente repassar ao metrô mais da metade do valor da tarifa, como está propondo o governo estadual, sem aumento geral da passagem".
Segundo o secretário municipal, todo metrô no mundo é subsidiado, inclusive o de Londres (capital da Inglaterra), que é privado.
"No caso do metrô de Salvador, que tem uma baixa demanda direta, é imprescindível que haja o abastecimento de passageiros pelos ônibus. Não concordamos que a população subsidie a operação do metrô com o aumento do preço da passagem", afirma Aleluia.
Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:
Comentários
Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247