Witzel: ‘Houve invasão do Judiciário no Estado democrático de Direito’
Para o governador afastado, o Rio de Janeiro está sob intervenção. Ele diz que foi tirado do cargo pelo STJ sem direito de defesa, argumenta que decisão é política e que o Judiciário atropelou o Estado de direito
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247 - O governador afastado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel considera que a investigação contra ele, o governador interino Cláudio Castro (PSC) e o presidente da Assembleia Legislativa do Rio, André Ceciliano (PT), tem por finalidade assegurar um maior controle sobre o estado por parte do governo de Jair Bolsonaro.
Em entrevista, Witzel diz que o estado do Rio de Janeiro está ficando completamente à mercê do governo federal e se encontra praticamente sob intervenção branca.
Witzel garante que é "inocente", lembra que foi eleito "para combater o crime organizado" e nega que ele e sua mulher tenham recebido dinheiro como fruto de corrupção, conforme delação premiada do ex-secretário de Saúde de seu governo, Edmar Santos.
Witzel insiste em que seu afastamento ocorreu sem que ele tivesse "qualquer condição de defesa". E que houve uma "invasão do Judiciário no Estado democrático de Direito".
O governador afastado considera "linchamento político" a comparação que está sendo feita dele com o ex-governador Sérgio Cabral. "É nitidamente um processo de linchamento político que interfere na governabilidade do estado. Foi desconsiderado que eu pratiquei atos que vão a favor das investigações. Afastei o Gabriell Neves [ex-subsecretário de Saúde preso], coloquei todos os processos de compras abertos aos deputados, determinei a rescisão de contrato com o Iabas [de gestão dos hospitais de campanha], exonerei o secretário de Saúde [Edmar Santos, que se tornou delator]".
Leia a íntegra da entrevista a Catia Seabra e Italo Nogueira na Folha de S.Paulo.
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