Haddad ataca o teto de gastos: ‘prejudica os do andar de baixo’

Em artigo publicado neste sábado na Folha de S.Paulo, o candidato do PT à presidência da República na eleição de 2018, diz que o teto de gastos protege os ricos e prejudica os pobres

Fernando Haddad
Fernando Haddad


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247 - “[Com o teto de gastos], o Estado vai sofrer pressão para racionalizar gastos; isso não é positivo e necessário?” Essa pergunta me foi feita em 2016 por esta Folha, à qual respondi: “É como imaginar que o interesse difuso vai prevalecer sobre o interesse corporativo; olha a dificuldade de se cortar supersalários no Judiciário brasileiro, que é o mais caro do mundo; olha a dificuldade que é você enfrentar as corporações”, escreve Fernando Haddad.

"Essa previsão se confirmou já na reforma da Previdência em relação aos membros das Forças Armadas. Mesmo sendo a corporação que mais custa para a Previdência, proporcionalmente, a reforma de Bolsonaro lhe garantiu salário integral sem idade mínima. Agora, o Ministério da Defesa obteve aval da AGU para aplicar entendimento diferente para a regra do teto salarial no caso de integrantes das Forças Armadas com cargo no governo. Na prática, isso significa dizer que a categoria que manteve a prerrogativa de se aposentar precocemente ganha o bônus de poder acumular dois rendimentos que isoladamente não podem extrapolar o teto, ou seja, uma espécie de pé-direito duplo".

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[...] Associações de supermercados alertam o governo para alta de 20% na cesta básica". 

Haddad critica severamente o governo de Jair Bolsonaro por reduzir a proposta de salário mínimo para R$ 1.067, "zerando previsão de qualquer aumento real para 2021". 

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E acrecenta que a "forte desvalorização cambial de quase 40% em 12 meses —que só não foi maior graças às reservas acumuladas— impactou fortemente o preço dos alimentos por pressão das exportações".

Fernando Haddad mostra o contraste entre as ações do governo e as lutas das forças progressistas de oposição: "Como se não bastasse, o governo anuncia o corte do auxílio emergencial pela metade, antes da volta da economia às mínimas condições de normalidade, em vez de mantê-lo, como prega a oposição progressista".

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"Como previsto, o teto sempre cai na cabeça do mais fraco".

Leia a íntegra.
 

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