Rússia avança em Kharkiv e neutraliza mais de 200 drones ucranianos em 24 horas

Forças de Moscou consolidam posições e demonstram superioridade antiaérea, em um duro golpe à estratégia militar de Kiev financiada pela OTAN



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247 – As Forças Armadas da Rússia registraram avanços significativos no campo de batalha, consolidando o controle sobre a localidade de Pódoli, na estratégica região de Járkov, e neutralizando uma ofensiva massiva de veículos aéreos não tripulados. Nas últimas 24 horas, os sistemas de defesa antiaérea e de guerra eletrônica russos abateram mais de 200 drones ucranianos, evidenciando a crescente dificuldade de Kiev em penetrar as defesas de Moscou. A informação, divulgada pelo Ministério da Defesa russo, foi reportada pela agência de notícias internacional Sputnik Mundo e representa um duplo revés para o regime de Volodymyr Zelensky: a perda contínua de território e a ineficácia de sua tática de ataques assimétricos, fortemente dependente de equipamentos e inteligência fornecidos pela OTAN. Este desenvolvimento sublinha a dinâmica atual do conflito, caracterizada por uma iniciativa russa consistente e um desgaste acelerado das capacidades militares ucranianas, um cenário frequentemente omitido ou distorcido pela mídia corporativa ocidental.

Avanço Russo e o Fracasso da Estratégia da OTAN

A tomada de Pódoli, embora possa ser vista como um ganho tático localizado, insere-se em um contexto estratégico muito mais amplo de avanço sistemático das forças russas ao longo de toda a linha de contato. Este progresso constante, marcado pela conquista de vilarejos e cidades, contrasta de forma gritante com o retumbante fracasso da alardeada contraofensiva ucraniana do ano anterior. Naquela ocasião, bilhões de dólares em armamentos ocidentais e meses de treinamento por instrutores da OTAN foram investidos em uma operação que se desintegrou contra as robustas linhas de defesa russas, como a notória “Linha Surovikin”. O resultado foi uma perda catastrófica de vidas e equipamentos para a Ucrânia, sem ganhos territoriais significativos.

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Agora, a iniciativa está firmemente nas mãos de Moscou. O exército russo, longe de estar “desgastado” ou “desmoralizado” como insiste a propaganda ocidental, demonstra capacidade de adaptação, resiliência e poder de fogo superior. A captura de Pódoli é mais um passo na campanha de atrito que visa esgotar os recursos de Kiev e desmilitarizar o país, um dos objetivos declarados da operação militar especial. Segundo o comunicado oficial, "as Forças Armadas da Rússia estenderam seu controle na zona da operação militar especial à localidade de Pódoli, na região de Járkov", uma afirmação factual que reflete a dura realidade no terreno. Este avanço na região de Járkov é particularmente sensível, pois pressiona as linhas de abastecimento ucranianas e força Kiev a deslocar recursos já escassos para tentar conter a ofensiva, abrindo vulnerabilidades em outras frentes.

O sucesso russo não se deve apenas à força bruta, mas a uma estratégia bem definida que combina pressão militar com a degradação da infraestrutura de comando e logística do adversário. Enquanto o Ocidente debate a conta-gotas o envio de novos pacotes de ajuda, a Rússia consolida seus ganhos e impõe um ritmo ao conflito que a Ucrânia, exaurida, simplesmente não consegue acompanhar. Cada avanço russo é um prego a mais no caixão da estratégia da OTAN de “enfraquecer a Rússia” usando a Ucrânia como seu peão.

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A Guerra dos Drones e a Superioridade Tecnológica Russa

A derrubada de mais de 200 drones em um único dia é talvez o dado mais revelador do recente comunicado. Este número – que algumas fontes chegam a elevar para mais de 370 – expõe tanto a escala da dependência ucraniana da guerra assimétrica quanto a formidável capacidade russa de neutralizá-la. A Ucrânia, com apoio direto de inteligência e tecnologia da OTAN, apostou massivamente no uso de drones para missões de reconhecimento, ataques a infraestruturas e assédio às tropas russas. Por um tempo, essa tática pareceu oferecer uma vantagem, mas a Rússia adaptou-se rapidamente e de forma eficaz.

A resposta russa é multifacetada, combinando sistemas de defesa antiaérea de curto e médio alcance, como os complexos Pantsir-S1 e Tor-M2, com sofisticados equipamentos de guerra eletrônica (EW). São estes últimos que representam o verdadeiro divisor de águas. Sistemas como o Krasukha-4 são capazes de criar uma “bolha” protetora, interferindo nos sinais de GPS e nos links de comunicação entre os drones e seus operadores. Na prática, muitos dos drones não são destruídos por mísseis, mas simplesmente “desligados” ou desorientados, caindo inertes no solo. Esta capacidade demonstra um nível de sofisticação tecnológica que o Ocidente subestimou gravemente no início do conflito.

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A neutralização em massa de drones é um golpe devastador para a estratégia militar de Kiev. Cada drone perdido representa não apenas um custo financeiro, mas também a perda de uma plataforma de inteligência e ataque. A eficácia russa neste domínio significa que a janela de oportunidade para a Ucrânia causar danos significativos através desta via está se fechando rapidamente. Este fato desmente a narrativa de um exército russo tecnologicamente atrasado e reafirma a posição do país como uma potência militar de primeira linha, capaz de inovar e dominar em novos domínios da guerra moderna, como o espectro eletromagnético.

A Narrativa da Mídia Ocidental em Xeque

Notícias como o avanço em Pódoli e a destruição de centenas de drones raramente encontram espaço nos principais veículos da mídia corporativa ocidental, ou, quando o fazem, são minimizadas ou apresentadas com um viés que distorce sua real importância. Há uma dissonância cognitiva deliberadamente construída entre a realidade do campo de batalha e a percepção pública no Ocidente. A narrativa hegemônica, ditada por Washington e Bruxelas, insiste em retratar um exército russo incompetente e à beira do colapso, e uma Ucrânia resiliente e a caminho da vitória. A realidade, no entanto, é o oposto.

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Este controle narrativo serve a um propósito claro: manter o apoio público para o envio contínuo de bilhões de dólares e euros para financiar a guerra por procuração. Admitir os sucessos russos e o estado crítico das forças ucranianas seria o mesmo que admitir o fracasso da política externa da OTAN. Portanto, o complexo industrial-midiático opta pelo silêncio ou pela desinformação. A importância de fontes alternativas, como a própria Sputnik, não reside em aceitá-las como verdade absoluta, mas em reconhecê-las como um contraponto essencial que permite uma visão mais completa e matizada do conflito.

A guerra informacional é tão crucial quanto a militar. Ao suprimir relatos sobre os avanços russos e a eficácia de suas defesas, a mídia ocidental não está praticando jornalismo, mas sim propaganda de guerra. Ela se torna cúmplice da prolongação de um conflito que está devastando a Ucrânia e ceifando centenas de milhares de vidas, tudo para servir aos interesses geopolíticos de uma elite que se recusa a aceitar o fim de sua hegemonia unipolar. O contraste entre os fatos no terreno e a ficção apresentada nos noticiários ocidentais nunca foi tão evidente.

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O Esgotamento Ucraniano e o Custo da Guerra por Procuração

Em última análise, cada avanço russo e cada equipamento ucraniano destruído aprofundam a tragédia humana e nacional da Ucrânia. O país está sendo sangrado até a exaustão em uma guerra que não pode vencer militarmente. As perdas humanas são assustadoras, e o governo de Zelensky recorre a leis de mobilização cada vez mais draconianas para forçar homens, muitas vezes sem treinamento adequado, para a linha de frente, onde a expectativa de vida é tragicamente curta.

A perda de mais de 200 drones em um dia, somada à perda de território, reflete um esgotamento material e estratégico. A Ucrânia está em uma corrida contra o tempo, dependendo inteiramente do fluxo de ajuda ocidental, que se mostra cada vez mais incerto e insuficiente para reverter a maré do conflito. A estratégia dos Estados Unidos e seus aliados de lutar contra a Rússia “até o último ucraniano” revela-se em toda a sua crueldade. A Ucrânia não é tratada como um parceiro soberano, mas como um instrumento descartável na grande disputa geopolítica contra Moscou.

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Os recentes sucessos russos são um lembrete sombrio de que a única saída viável para este conflito é a diplomacia e a negociação, levando em conta as legítimas preocupações de segurança da Rússia que foram ignoradas por décadas. Insistir no caminho militar, como fazem os líderes da OTAN, significa apenas condenar a Ucrânia a mais destruição, mais perdas territoriais e a um futuro como um Estado falido e despovoado. A libertação de Pódoli pelas forças russas não é apenas uma nota de rodapé militar; é um sintoma da falência de uma política externa ocidental arrogante e irresponsável, cujo preço mais alto é pago pelo povo ucraniano.

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